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Exportação de glicerina tem segundo mês de queda

Volume do coproduto embarcado em abril recuou 14,7% em relação ao registrado no mês de março

BiodieselBR.com 4 min de leitura

As exportações brasileiras de glicerina estão em desaceleração. Em abril os embarques do principal coproduto da indústria do biodiesel recuaram praticamente 14,7% em relação ao resultado apurado em março. É o que revelam os números mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia sobre a balança comercial brasileira. No total, um pouco mais que 32,2 mil toneladas do produto saíram do país.

Foi o segundo mês consecutivo de contração na demanda externa por glicerina brasileira. Em fevereiro, as exportações tiveram um repique e voltaram a beirar o patamar de 40 mil toneladas. A queda acumulada de lá para cá já se aproxima dos 19,1%.

As exportações brasileiras de glicerina estão em desaceleração. Em abril os embarques do principal coproduto da indústria do biodiesel recuaram praticamente 14,7% em relação ao resultado apurado em março. É o que revelam os números mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia sobre a balança comercial brasileira. No total, um pouco mais que 32,2 mil toneladas do produto saíram do país.

Foi o segundo mês consecutivo de contração na demanda externa por glicerina brasileira. Em fevereiro, as exportações tiveram um repique e voltaram a beirar o patamar de 40 mil toneladas. A queda acumulada de lá para cá já se aproxima dos 19,1%.

Volumes

Com alguma variação mensal, as exportações de glicerina vêm recuando desde dezembro quando atingiram a marca recorde de quase 44 mil toneladas.

Essa tendência de queda vem sendo sentida especialmente no segmento de glicerina bruta. Em abril, as exportações do produto de menor valor agregado ficaram em 22,2 mil toneladas – queda de 17,7% sobre as explorações de março. Do pico de dezembro até agora, os embarques foram reduzidos em praticamente um terço.

Também houve contração – embora em menor velocidade – no segmento de glicerina destilada. As exportações deste produto passaram ligeiramente da marca das 10 mil toneladas em abril. Nesse caso, o recuo em um mês foi de 7% e de 10,5% desde dezembro.

Recuperação

Isso tem puxado para cima a fatia da glicerina destilada nas exportações totais. A participação desse produto na composição das vendas externas do setor vem crescendo desde novembro quando teve 23,9% do mercado. Em abril, o número subiu para perto de 31,1%

Percentual

É menos um estirão de crescimento do que uma recuperação. Em 2019, a glicerina destilada representou, em média, 30,2 das vendas externas mensais. O teto foi em agosto, quando 38,1% das vendas de glicerina foram do produto destilado. 

Ganhos

Menos glicerina saindo dos portos do país significa menos dinheiro entrando. Em abril foram US$ 6,72 milhões, redução de 7,8% em relação à movimentação financeira gerada em março. Trata-se do menor resultado desde setembro passado, quando os ganhos ficaram em aproximadamente US$ 5,65 milhões.

Faturamento

Foram US$ 3,12 milhões de glicerina bruta e US$ 3,59 milhões de glicerina destilada. Esse é o terceiro mês seguido em que os ganhos financeiros com as vendas da segunda superam os daquela primeira.

Estabilidade

Apesar do mercado menos demandante em abril, os valores médios pagos pelos compradores da glicerina brasileira subiram ligeiramente.

Cotações

Em abril, a tonelada da glicerina bruta foi negociada por aproximadamente US$ 140,70. Foi um crescimento de 6,5% em relação ao valor médio em março. Já o preço da glicerina destilada avançou 3,9% fechando o mês em US$ 359,42.

A recuperação aqui também é relativa, os preços praticados pela glicerina vinham numa toada de queda acentuada desde o final do primeiro trimestre de 2018. Contudo, desde a virada do ano o mercado parece ter se estabilizado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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