BiodieselBR
Publicidade

Brasileiros usam glicerina para remediar derramamentos de petróleo

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está desenvolvendo um biopolímero de glicerina que pode remediar derramamentos de petróleo.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Derramamentos de petróleo de estão entre os piores desastres ambientais concebíveis. Depois que o óleo começa a se espalhar ele é difícil de conter e mais difícil ainda de separar da água. Pois um grupo de pesquisadores do uma nova tecnologia criada por cientistas ligados ao Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMA/UFRJ) está desenvolvendo um tipo de biopolímero fabricado a partir de glicerina que pode, muito em breve, se tornar uma solução viável para esse problema.

Derramamentos de petróleo de estão entre os piores desastres ambientais concebíveis. Depois que o óleo começa a se espalhar ele é difícil de conter e mais difícil ainda de separar da água. Pois um grupo de pesquisadores do uma nova tecnologia criada por cientistas ligados ao Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMA/UFRJ) está desenvolvendo um tipo de biopolímero fabricado a partir de glicerina que pode, muito em breve, se tornar uma solução viável para esse problema.

Segundo o professor adjunto do IMA, Fernando Gomes de Souza Jr., o trabalho em torno desse novo composto vem sendo tocado há cerca de cinco anos. Ele explica que usando uma mistura que contem 50% de glicerina loira – aquela gerada como coproduto durante o processo de fabricação do biodiesel –é possível obter um tipo de poliuretano capaz de se ligar quimicamente com o petróleo. “O óleo se espalha muito na água formando camadas muito finas. Nosso produto funciona como uma aglomerante formando uma pasta espessa que você pode concentrar numa mesma região com a ajuda de boias”, explica.

Magnético

Além disso, o biopolímero produzido pode ser magnetizado. Com isso é possível o uso de esteiras magnéticas para separar o material da água mais facilmente. “Dessa forma conseguimos separar a maior parte do óleo muito rapidamente”, diz acrescentando que, numa etapa posterior, o material pode ser separado do petróleo permitindo sua reutilização. “A gente consegue reciclar o mesmo polímero umas dez vezes e a eficiência continua praticamente igual. O que você tem é uma perda de aproximadamente 5% do material a cada ciclo de reutilização, o que é razoável”, complementa.

Segundo o pesquisador, cada tonelada desde biopolímero de glicerina empregada dá conta de aproximadamente 20 toneladas de petróleo. Isso significa que seriam necessárias pouco mais de 10,5 mil toneladas de glicerina – aproximadamente metade das exportações brasileiras de glicerina no mês de julho – para remover os 3 milhões de barris de petróleo derramados depois que uma plataforma da BP afundou Golfo do México em 2010.

Apesar do potencial, Fernando não acredita que essa seria uma solução prática em tão grande escala porque exigiria manter estoques enormes do produto à espera de uma eventualidade. “Se pensar nessa escala gigante realmente fica complicado, mas você tem situações menores como pequenos derramamentos de combustíveis em portos. Seria uma opção para uma reação rápida”, arremata.

Escala

Embora toda a ciência básica do projeto já está desenvolvida e devidamente comprovada o projeto atualmente esse encontra em ponto morto. “Já fizemos todos os testes com o material e até começamos a trabalhar no processo de aumento da escala de produção”, diz o professor da UFRJ.

No entanto, o projeto acabou chegando a um ponto morto em função de dificuldades financeiras da Alfa Rio Química que vinha apoiando a iniciativa e tinha planos de licenciar a tecnologia assim que ela estivesse madura. “A gente está torcendo para que a situação da Alfa se normalize para que a gente consiga retomar os testes”, finaliza o entrevistado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Compartilhar: