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Preço da glicerina bruta exportada cai 15% em julho

As cotações da glicerina exportada pelo Brasil deram um escorregão e tanto em julho. A queda no valor pago pelo produto bruto foi de 15%.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Foi um tombo e tanto. Em junho, as cotações da glicerina bruta -- variedade que respondeu por cerca de 78,2% das exportações brasileiras do principal coproduto do biodiesel – já davam sinais de fraqueza depois de quatro meses seguidos de alta. Agora eles despencaram 15% em apenas um mês.

Foi um tombo e tanto. Em junho, as cotações da glicerina bruta -- variedade que respondeu por cerca de 78,2% das exportações brasileiras do principal coproduto do biodiesel – já davam sinais de fraqueza depois de quatro meses seguidos de alta. Agora eles despencaram e fecharam julho valendo parcos US$ 147,60, o menor valor desde fevereiro e uma queda de mais de 15% em apenas um mês.

Com um volume exportado de 17,9 mil toneladas, o faturamento do país com a venda do produto no mercado internacional foi de US$ 2,6 milhões – contrações de 4% e 18,5%, respectivamente. Os dados foram divulgados no final da semana passada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Os preços de exportação do coproduto vêm enfrentando dificuldades para encontrar sustentação no mercado internacional em função do aumento de oferta ocasionado pelo crescimento na produção global de biodiesel ao longo desses últimos anos.

Em 2013, a tonelada de glicerina bruta foi negociada, em média, por US$ 355,60 – variando entre US$ 392,80 e US$ 315,10. De lá para cá, os preços médios só fizeram cair [veja gráfico].



Também há uma tendência clara de convergência nos patamares de preços – em 2014, a tonelada do produto variou entre US$ 348,90 e US$ 176,55 enquanto este ano a faixa de variação ficou entre US$ 175,2 e US$ 144.

Contramão

Se o mercado de glicerina bruta apresenta dificuldades, o de glicerina destilada se saiu consideravelmente melhor. Entre junho e julho, o valor pago pelo produto brasileiro avançou 9,1% chegando o mês em US$ 523,60 por tonelada. Essa foi a quarta alta seguida para o produto de maior de maior valor agregado. Desde abril, a valorização já chega a 21,8%.

Não é algo pontual, os preços do produto destilado vêm resistindo relativamente bem à tendência de queda do mercado [veja gráfico]. Entre 2015 e a média parcial de 2016, as cotações se mantiveram basicamente estáveis. Isso tem levado a indústria de biodiesel a aumentar suas apostas. Em 2013, a glicerina destilada representava apenas 1,5% do volume exportado. Quatro anos mais tarde a fatia já está em 20,7%.



Em julho, as exportações passaram de 4,9 mil toneladas – 21,7% do total embarcado no período. Já em termos do valor recebido, o produto destilado representa quase metade dos ganhos com US$ 2,6 milhões.Por outro lado, houve importação de 600 toneladas de glicerina destilada a um custo de US$ 419,6 mil. Isso baixa nosso saldo com as vendas para pouco menos de US$ 2,2 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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