Dados oficiais do governo mostram crescimento no volume do coproduto exportado no mês passado
O setor de biodiesel tem mais um recorde para se gabar em 2018. Dessa vez no mercado de glicerina. Segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em novembro o Brasil embarcou um total de 41,4 mil toneladas de glicerina, superando pela segunda vez na história a barreira das 40 mil toneladas.
O setor de biodiesel tem mais um recorde para se gabar em 2018. Dessa vez no mercado de glicerina. Segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em novembro o Brasil embarcou um total de 41,4 mil toneladas de glicerina, superando pela segunda vez na história a barreira das 40 mil toneladas.
A quantidade mensal exportada cresceu 16,5% em relação à setembro e impressionantes 69,7% sobre novembro de 2017.
A glicerina bruta representou quase três terços do volume embarcado em novembro com 30,4 mil toneladas enviadas para fora do país. Já a glicerina bidestilada registrou 10,9 mil toneladas – cerca de 26,5% do total.
Isso aponta para uma tendência de ganho de participação do produto de maior valor agregado nas vendas externas. Nos últimos quatro meses, a glicerina destilada tem ficado com uma fatia de um quarto do total. Um aumento importante sobre os 20% de participação do mercado que o produto vinha apresentando nos últimos 3 anos.
Entre 2007 e 2013, a participação da glicerina destilada ficava com exíguos 1% e 2,5% do mercado.
Melhor ano
Com mais esse bom resultado, as exportações de glicerina de 2018 já são as maiores da história. Entre janeiro e novembro, um pouco mais de 334,4 mil toneladas de glicerina saíram do país, 9,8% a mais do que todo ano passado.
A maior parte dessa glicerina toda foi para a China. O país asiático absorveu 238,7 mil toneladas de glicerina brasileira – 71,4% do total exportado. Desse montante, 224,4 mil toneladas foram embarcadas na forma de glicerina bruta e outras 14,3 mil toneladas na de glicerina destilada.
Ganhos
As vendas externas de glicerina acrescentaram mais US$ 14,8 milhões às contas externas brasileiras. Ao contrário do volume, o faturamento de novembro ocupa somente em terceiro lugar no histórico de exportações mensais – perdendo para os US$ 17,6 milhões de abril e para os US$ 15,2 milhões de julho.
Ainda assim, o ano está sendo bom. De janeiro a novembro, o negócio gerou US$ 145,4 milhões, um valor que já é 41,2% maior do que os US$ 103 milhões que foram arrecadados durante o ano passado inteiro.
Cotação
O resultado só não é melhor porque as cotações do produto não têm ajudado muito. Em novembro, a tonelada da glicerina bruta foi negociada por US$ 267,60, enquanto a destilada pegou US$ 611,89.
No caso da glicerina destilada a queda foi de 4,1% na comparação com setembro. Nos últimos oito meses – desde que a queda se acentuou –, o produto perdeu mais de um terço de seu valor.
Já os preços da glicerina comum tiveram mais um mês de relativa estabilidade em novembro com queda de apenas 0,7%. No entanto, desde fevereiro as cotações já encolheram em mais de 40,7%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com