Volume exportado no mês passado superou em quase um terço o recorde de maio de 2018
Com ou sem crise internacional, as exportações brasileiras de soja continuam a todo vapor. É o que mostram os números oficiais referentes a abril que foram divulgados nessa sexta-feira (08) pelo Ministério da Economia. No espaço de um único mês, mais de 16,3 milhões toneladas do grão saíram pelos portos brasileiros. Dizer que se trata de um novo recorde mensal não chega a dar uma dimensão correta do que esse número representa: o novo teto para as vendas externas superou o anterior – maio de 2018 com 12,3 milhões de toneladas – em praticamente um terço. As vendas garantiram a entrada de US$ 5,4 bilhões na economia brasileira.
O mercado já vinha dando mostras de que estava para entrar num período de grande aceleração. No mês de março, as vendas brasileiras de soja em grão já haviam superado a barreira dos 11,6 milhões de toneladas – o terceiro melhor mês do histórico.
Tudo junto, o Brasil já embarcou mais de 33,6 nos primeiros quatro meses de 2020. O montante é o maior para o período e supera por uma margem de 33,8% o volume registrado entre janeiro e abril de 2019. Esse resultado tem feito os números de 2020 descolarem ainda mais a média dos últimos anos.
Com ou sem crise internacional, as exportações brasileiras de soja continuam a todo vapor. É o que mostram os números oficiais referentes a abril que foram divulgados nessa sexta-feira (08) pelo Ministério da Economia. No espaço de um único mês, mais de 16,3 milhões toneladas do grão saíram pelos portos brasileiros. Dizer que se trata de um novo recorde mensal não chega a dar uma dimensão correta do que esse número representa: o novo teto para as vendas externas superou o anterior – maio de 2018 com 12,3 milhões de toneladas – em praticamente um terço. As vendas garantiram a entrada de US$ 5,4 bilhões na economia brasileira.
O mercado já vinha dando mostras de que estava para entrar num período de grande aceleração. No mês de março, as vendas brasileiras de soja em grão já haviam superado a barreira dos 11,6 milhões de toneladas – o terceiro melhor mês do histórico.
Tudo junto, o Brasil já embarcou mais de 33,6 nos primeiros quatro meses de 2020. O montante é o maior para o período e supera por uma margem de 33,8% o volume registrado entre janeiro e abril de 2019. Esse resultado tem feito os números de 2020 descolarem ainda mais a média dos últimos anos.
Entre 2015 e 2019, as exportações de soja em grão para o mês de abril apresentaram uma média de 9,3 milhões de toneladas. Em 2020, o montante exportado deu um salto de extraordinários 75,2%.
Nos últimos cinco anos, a curva típica do mercado de exportação de soja só atingiu seu pico no mês de maio. Usando esse histórico como norte, as vendas externas ainda devem crescer cerca de 13% em maio. Isso pode levar as exportações para as redondezas de 18,5 milhões de toneladas.
Demanda global
A China continua sendo – disparada – a maior compradora de soja brasileira. Em maio, os chineses compraram quase 11,8 milhões de toneladas do grão, alta de 40,5% sobre as compras do mês anterior.
Já os compradores de outros países levaram 4,5 milhões de toneladas de soja Brasileira. Embora esse montante seja menos da metade do volume adquirido pela China, a expansão nesse grupo foi maior. Entre março e abril, as vendas para clientes de fora da China avançaram aproximadamente 66,5%.
Em abril, a soja brasileira chegou a total de 32 destinos.
A aceleração na demanda já levou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) a elevar sua projeção de exportações para 2020 de 75,3 para 77 milhões de toneladas.
Renda menor
Ao mesmo tempo em que os embarques vêm crescendo, os preços internacionais que o país recebe por seu produto seguem caindo. Em abril, a cotação da tonelada exportada ficou em US$ 334,77 – baixa de 2,9% em relação ao mês anterior.
As cotações em dólares vêm caindo de forma mais consistente desde novembro passado e já acumulam queda de praticamente 8,4%. O valor médio do último més foi o mais baixo desde outubro de 2007.
O dólar mais caro em relação ao real, contudo, ajudou a amenizar o impacto para os exportadores.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com