Unidade produtiva está localizada na cidade paulista de Sumaré e tem capacidade para fabricar até 72 milhões de litros de biodiesel
Ao que tudo indica, outra usina está se preparando para voltar ao mercado depois de anos de inatividade. Foram publicadas do Diário Oficial da União desta quinta-feira (19) duas autorizações que garantem a operação de uma unidade produtiva localizada no município paulista de Sumaré – cerca de 1h30 da cidade de São Paulo – com capacidade instalada para produzir até 72 milhões de litros de biodiesel ao ano.
Ao que tudo indica, outra usina está se preparando para voltar ao mercado depois de anos de inatividade. Foram publicadas do Diário Oficial da União desta quinta-feira (19) duas autorizações que garantem a operação de uma unidade produtiva localizada no município paulista de Sumaré – cerca de 1h30 da cidade de São Paulo – com capacidade instalada para produzir até 72 milhões de litros de biodiesel ao ano.
Por sua localização e tamanho, a usina em questão é a mesma que pertencia à SP Bio. Essa planta entrou em operação em maio de 2009 e funcionou de forma intermitente até junho de 2015, quando foi desativada de vez. Ela fabricou um total de 79 milhões de litros de biodiesel ao longo dos sete anos em que permaneceu ativa.
Oficialmente, a SP Bio nunca chegou a sair do mercado. Uma relação dos fabricantes de biodiesel autorizados pela ANP, editada no final de maio, mostra que as permissões da empresa continuavam em dia.
A usina não é exatamente das maiores. Pelo ranking atual, ela ocuparia uma modesta 35ª posição entra os maiores fabricantes. Tomando só o estado de São Paulo, ela ocuparia a quarta posição.
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A movimentação ocorrida hoje abre uma outra possibilidade: o controle da usina trocou de mãos. Embora não fizessem parte de um mesmo grupo empresarial, a SP Bio tinha sócios em comum com a Binatural com a qual chegava a compartilhar parte da estrutura administrativa.
Essa hipótese é reforçada pelo fato da autorização publicada pela ANP ter saído em nome de Prisma Comercial Exportadora de Oleoquímicos. Junto com a autorização de operação para a unidade produtiva, eles receberam a autorização para exercício de atividade (AEA) em acordo com as novas regras editadas pela ANP no final do mês passado.
A Prisma, no entanto, não é uma completa desconhecida do setor. O endereço publicado na autorização é o mesmo da matriz da Prisma Brazil, empresa de trading que é uma das principais responsáveis pela exportação da glicerina fabricada pelas usinas de biodiesel brasileiras como coproduto.
O diretor executivo da Prisma Brazil, Moisés Rocha, confirmou à BiodieselBR.com que a planta de Sumaré foi mesmo arrendada pela Prisma. Segundo ele, a empresa já estava à procurava de uma estrutura industrial que pudesse dar suporte a suas outras atividades há algum tempo. "O site [de Sumaré] é bem localizado com um bom parque de tanques e laboratório. Deverá servir como uma base operacional para a nossa glicerina", disse o executivo.
A produção de biodiesel deverá ser um negócio secundário. "Deveremos participar dos leilões de biodiesel, mas com volumes que serão muito pequenos quando comparados aos praticados pelo mercado atual", completa.
Cópias das duas autorizações publicadas hoje em nome da Prisma podem ser acessadas clicando aqui.
Atualização 12h30 – O texto foi modificado para refletir posicionamento enviado pela Prisma após o publicaçaão do texto original.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com