Usinas da Bianchini, Caramuru e Minerva poderão colocar cerca de 511,6 mil CBios no mercado
Mais quatro usinas de biodiesel estão se preparando para entrar no mercado descarbonização do RenovaBio. Entre esta última sexta-feira (19) e hoje (22) foram abertos os processos de consulta pública para a certificação das usinas de Canoas (RS) da Bianchini, de Palmeiras de Goiás (GO) da Minerva e as de São Simão (GO) e Sorriso (MT), ambas pertencentes ao Grupo Caramuru. No total, elas poderão colocar perto de 511,7 mil Créditos de Descarbonização (CBios) por ano no mercado.
Das quatro, a de maior peso será a Bianchini – mesmo sem ter os números mais favoráveis. O relatório que acompanha o processo de consulta mostra que a empresa de origem gaúcha pertence certificar cerca de um quarto de sua capacidade produtiva – 27,5% – e terá Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 45,5 gCO2eq/MJ.
O valor da NEEA é uma representação de quanto gás carbônico um megajoule (MJ) de energia gerada na queima de um biocombustível emite menos quando comparado com um MJ gerado pela queima do combustível fóssil que ele vier a substituir. O RenovaBio define que a intensidade de carbono do diesel de petróleo é de 86,5 gCO2eq/MJ. Dessa forma, o biodiesel da Bianchini teria intensidade de carbono de 40 gCO2eq/MJ.
Mais quatro usinas de biodiesel estão se preparando para entrar no mercado descarbonização do RenovaBio. Entre esta última sexta-feira (19) e hoje (22) foram abertos os processos de consulta pública para a certificação das usinas de Canoas (RS) da Bianchini, de Palmeiras de Goiás (GO) da Minerva e as de São Simão (GO) e Sorriso (MT), ambas pertencentes ao Grupo Caramuru. No total, elas poderão colocar perto de 511,7 mil Créditos de Descarbonização (CBios) por ano no mercado.
Das quatro, a de maior peso será a Bianchini – mesmo sem ter os números mais favoráveis. O relatório que acompanha o processo de consulta mostra que a empresa de origem gaúcha pertence certificar cerca de um quarto de sua capacidade produtiva – 27,5% – e terá Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 45,5 gCO2eq/MJ.
O valor da NEEA é uma representação de quanto gás carbônico um megajoule (MJ) de energia gerada na queima de um biocombustível emite menos quando comparado com um MJ gerado pela queima do combustível fóssil que ele vier a substituir. O RenovaBio define que a intensidade de carbono do diesel de petróleo é de 86,5 gCO2eq/MJ. Dessa forma, o biodiesel da Bianchini teria intensidade de carbono de 40 gCO2eq/MJ.
Essa nota colocaria o biodiesel da Bianchini na penúltima colocação dentre todas as 23 usinas de biodiesel que já conquistaram a certificação para o RenovaBio. A nota supera apenas a usina de Rondonópolis da ADM cuja NEEA é de 42,3 gCO2eq/MJ.
A nota relativamente baixa deriva do fato da Bianchini ter sido uma das poucas empresas de biodiesel que topou o desafio de certificar a produção a partir de óleo de soja. Ao contrário de outros fabricantes que optaram por certificar a produção a partir de gordura animal e óleos residuais – matérias-primas que têm nota ambiental mais favorável e cuja elegibilidade é mais fácil de ser comprovada –, a Bianchini conseguiu verificar a origem de parte do óleo que utilizado em seus processos produtivos.
O que faltou em nota, a usina de Canoas compensa em porte. A planta é uma das 10 maiores do país, com capacidade instalada para fabricar até 414 mil m³ de biodiesel por ano. Essa capacidade bruta vai permitir que ela oferta até 171,6 mil CBios. Na média da última semana, cada CBio foi por R$ 32,13 o que renderia à Bianchini R$ 5,51 milhões.
Caramuru
As usinas de São Simão (GO) e Sorriso (MT) da Caramuru também não conseguiram notas particularmente altas. A primeira delas terá NEEA de 42,4 gCO2eq/MJ enquanto a segunda ficou com 46,8 gCO2eq/MJ.
Elas, contudo, compensam um pouco dessa desvantagem com frações elegíveis melhores que a Bianchini. A parcela da capacidade produtiva das usinas da Caramuru que vai contar para a emissão de CBios será de 48,3% para a planta de São Simão e de 55,9% para a de Sorriso. Na média geral entre as usinas de biodiesel que já completaram a certificação, a fração elegível está em 38,6%.
Esses números permitem calcular que o grupo terá até 241,7 mil CBios para colocar no mercado podendo faturar até R$ 7,76 milhões com a venda dos títulos na B3.
Melhor nota
Já a Minerva tem o biodiesel mais limpo dessas quatro. Pertencente a um grupo empresarial com origem no segmento de proteína animal, a usina de Palmeiras de Goiás tem produção fortemente concentrada no aproveitamento da gordura animal. Isso permitiu que ela tivesse NEEA é de 77,1 gCO2eq/MJ e fração elegível de 53,4%.
São números que permitirão emitir um CBio para cada 391,1 litros de biodiesel fabricados. A média das usinas já habilitadas é de 450,9 litros para cada CBio.
A Minerva poderá colocar 98,3 mil CBios por ano no mercado gerando um faturamento que hoje giraria na faixa dos R$ 3,16 milhões.
A Green Domus é a firma inspetora responsável pela certificação de todas elas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com