A unidade de Iraquara (BA) da Oleplan poderá se tornar a segunda maior emissora de CBios do setor, com capacidade para colocar até 812 mil títulos no mercado a cada ano
Embora ainda não precisasse – seu último certificado valia até abril do próximo ano – a Oleoplan renovou a certificação do RenovaBio de sua usina de biodiesel de Iraquara (BA). O novo documento foi tornado público ontem (12) pela ANP e deverá valer pelos próximos três anos. Recentemente, a Cofco também atualizou a documentação de sua usina em Rondonópolis (MT).
À primeira vista, a renovação terá pouco impacto no número de CBios que a usina pode emitir. Ela acrescenta pouco mais de 11,3 mil títulos – menos de 2% – puxando a capacidade de 626,7 para 639,7 mil créditos por ano.
Esse ganho foi obtido graças a um aumento na fração elegível – o percentual do biodiesel fabricado pela unidade que efetivamente atende ao regramento do RenovaBio – que foi de 61,6% para 65,7%. Já a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA), valor que expressa quanto gás carbônico o biodiesel de Iraquara emite a menos do que o diesel de petróleo, ficou ligeiramente pior, indo de 65,76 para 62,73 gCO2eq/MJ.
Embora ainda não precisasse – seu último certificado valia até abril do próximo ano – a Oleoplan renovou a certificação do RenovaBio de sua usina de biodiesel de Iraquara (BA). O novo documento foi tornado público ontem (12) pela ANP e deverá valer pelos próximos três anos.
À primeira vista, a renovação terá pouco impacto no número de CBios que a usina pode emitir. Ela acrescenta pouco mais de 11,3 mil títulos – menos de 2% – puxando a capacidade de 626,7 para 639,7 mil créditos por ano.
Esse ganho foi obtido graças a um aumento na fração elegível – o percentual do biodiesel fabricado pela unidade que efetivamente atende ao regramento do RenovaBio – que foi de 61,6% para 65,7%. Já a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA), valor que expressa quanto gás carbônico o biodiesel de Iraquara emite a menos do que o diesel de petróleo, ficou ligeiramente pior, indo de 65,76 para 62,73 gCO2eq/MJ.
Ampliação
O aumento do número de CBios emitidos imediatamente é pequeno, mas só até lembrarmos que a Oleoplan está para fazer uma expansão significativa na capacidade produtiva da usina baiana. A expectativa é que até o final do ano ela passe a poder fabricar até 594 mil m³ de biodiesel por ano.
Com base nessa nova capacidade, Iraquara passará a poder colocar até 812 mil CBios no mercado por ano, fazendo dela a segunda maior emissora do setor. Ela ficará atrás só da Olfar de Porangatu, que desde agosto passado pode emitir até 1,58 milhão de CBios.
Na última semana, os CBio negociados na B3 tinham valor médio de R$ 75,07. A esse preço, a Oleoplan poderá acrescentar perto de R$ 61 milhões aos ganhos de Iraquara. Mas esse seria o teto, caso a usina opere com 100% de ocupação. Com base nas vendas de biodiesel do ano anterior, os rendimentos seriam de R$ 35,8 milhões.
Cofco
A Oleoplan não foi a única usina de biodiesel a renovar sua certificação nos últimos dias. Cerca de duas semanas atrás, a Cofco também renovou a documentação da unidade produtiva em Rondonópolis (MT). A usina é a 9ª maior do país com capacidade para fabricar até 432 mil m³ de biodiesel por ano.
Nesse caso, o aumento da emissão de CBios da planta foi mais robusta puxado por um aumento considerável na fração da produção da usina elegível para a emissão de CBios- de menos de 32,4% para 39,4%. Além disso, a NEEA da usina também melhorou ligeiramente indo de 46,7 para 47,8 gCO2eq/MJ. Tudo isso acrescentou 56,3 mil CBios ao potencial de emissão da usina.
No total, a Cofco passa a poder emitir 268,8 mil títulos por ano quantidade que tem um valor de mercado de aproximadamente R$ 20,2 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com