Valor máximo dos papeis na semana passada se aproximou dos R$ 100 na sexta-feira
A escalada nos preços dos Créditos de Descarbonização (CBios) não está dando sinal de desaceleração. Apenas uma semana depois de ter quebrado a barreia dos R$ 80, o papel do RenovaBio rompeu outra marca e encerrou a 8ª semana de 2022 negociado por uma média de R$ 92,81. A alta de 13,5% em relação ao registrado durante o período entre os dias 07 e 11 de fevereiro.
Com mais esta alta, os preços dos CBios já acumulam valorização de quase 55,6% ao longo 2022. Na última semana de 2021, os papeis eram negociados na B3 por 59,66. Esta foi a sexta semana seguida de valorização.
A escalada nos preços dos Créditos de Descarbonização (CBios) não está dando sinal de desaceleração. Apenas uma semana depois de ter quebrado a barreia dos R$ 80, o papel do RenovaBio rompeu outra marca e encerrou a 8ª semana de 2022 negociado por uma média de R$ 92,81. A alta de 13,5% em relação ao registrado durante o período entre os dias 07 e 11 de fevereiro.
Com mais esta alta, os preços dos CBios já acumulam valorização de quase 55,6% ao longo 2022. Na última semana de 2021, os papeis eram negociados na B3 por 59,66. Esta foi a sexta semana seguida de valorização.
Em dólares, o preço do CBio encerrou a semana passada valendo cerca de US$ 18,00. Uma semana antes, cada CBio era negociado pelo equivalente a US$ 15,57.
A queda na cotação média da moeda norte-americana na semana passada colaborou para a elevação do valor do CBio em dólares.
O teto dos negócios ficou em R$ 98,00. Esse é o segundo maior valor pago pelos CBios no histórico, perdendo apenas para os R$ 1.000,00 registrados em 21 de julho de 2020. Naquela época, contudo, o mercado tinha um porte bem mais modesto movimentando apenas 48,8 mil papeis.
Mercado aquecido
A alta na demanda dos CBios tem dado sustentação aos preços. Na 8ª semana, a B3 registrou 990 negócios no mercado de descarbonização que movimentaram um total de 1,74 milhão de títulos.
O volume de CBios movimentados é quase 5 vezes superior ao que foi registrado no mesmo período de 2021. Esta foi a quinta semana seguida com as negociações batendo acima da marca de um milhão de CBios.
Apesar do mercado aquecido, as distribuidoras vêm acumulando CBios. Na sexta-feira, o estoque acumulado era de 13,5 milhões de CBios sendo 4,72 milhões nas mãos dos emissores e 8,60 milhões com as distribuidoras. Outros 208,5 mil estão em posse de outras partes.
As distribuidoras brasileiras estão obrigadas a aposentar um pouco menos de 36 milhões de CBios este ano. Até o momento, os pedidos de aposentadoria somam 181,1 milhares de títulos.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com