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Certificação da Oleoplan no Renovabio entra em consulta

Empresa está preparando as certificações de duas usinas de biodiesel em Veranópolis e de Iraquara

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Outro peso pesado do setor de biodiesel está se preparando para aderir ao mercado de carbono criado pelo Renovabio. Os processos de certificação das duas usinas pertencentes ao Grupo Oleoplan – em Veranópolis (RS) e em Iraquara (BA) – acabam de entrar em consulta pública. As informações sobre o processo foram divulgadas nessa terça-feira pela Green Domus, firma inspetora contratada para o processo de certificação das duas usinas.

Outro peso pesado do setor de biodiesel está se preparando para aderir ao mercado de carbono criado pelo Renovabio. Os processos de certificação das duas usinas pertencentes ao Grupo Oleoplan – em Veranópolis (RS) e em Iraquara (BA) – acabam de entrar em consulta pública. As informações sobre o processo foram divulgadas nessa terça-feira pela Green Domus, firma inspetora contratada para o processo de certificação das duas usinas.

Outras 7 plantas fabricantes de biodiesel já haviam atingido essa etapa do processo antes das unidades da Oleoplan. Três delas – a JBS de Lins e as unidades de Marialva e Passo Fundo da BSBios – completaram todo o processo.

Maior

A informação de que o grupo iria aderir ao Renovabio havia sido antecipada durante a fala do diretor da Oleoplan, Marcos Boff, na Conferência BiodieselBR 2019.

Em termos de capacidade instalada, a Oleoplan é o maior fabricante de biodiesel a aderir ao Renovabio. Até agora. As duas usinas do grupo têm capacidade para fabricar 756 milhões de litros por ano; são 468 milhões de litros em Veranópolis e 288 milhões de litros em Iraquara.

No ano passado, a Oleoplan foi a segunda maior fabricante de biodiesel do país. A empresa colocou 537,1 milhões de litros no mercado, cerca de 10% da produção nacional do período. Ela foi superada somente pela BSBios que fabricou 545,8 milhões de litros.

Um terço

O processo de certificação da Oleoplan, no entanto, está limitado a apenas um terço da capacidade instalada do grupo. A fração corresponde à parcela da produção da empresa a partir de gordura animal, ácidos graxos e óleo de cozinha reaproveitado.

Segundo a documentação apresentada pela Green Domus, a usina de Iraquara só pode emitir CBios para 28% do biodiesel fabricado. No caso de Veranópolis, a fração será de 37,2%. No total, a empresa poderá emitir Créditos de Descarbonização (CBios) para menos de 254,6 milhões de litros por ano.

As notas de eficiência energético-ambiental das usinas da Oleoplan são de 81,2 gCO2eq/MJ para a usina de Veranópolis e de 79 gCO2eq/MJ para Iraquara. De acordo com a Renovacalc, o valor padrão do biodiesel é bem inferior – de 61,4 gCO2eq/MJ.

Ganhos

Cruzando as notas e as frações elegíveis de ambas as usinas, a Oleoplan poderá colocar no mercado até 680,7 mil CBios por ano.

Atualmente, o MME estima, quando o mercado de descarbonização previsto no Renovabio estiver ativo, cada CBio será negociado pelo equivalente a US$ 10. Isso quer dizer que a Oleoplan deverá faturar US$ 6,8 milhões por ano com a venda destes papeis.

Pela cotação de hoje – R$ 4,26 –, o potencial de ganho da empresa ficaria pouco acima de R$ 28,9 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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