Empresa de origem gaúcha teve as NEEAs das usinas de Marialva e de Passo Fundo oficializadas pela ANP
O setor de biodiesel continua sendo maioria absoluta na Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio). Nessa quinta-feira (14) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) oficializou as notas de eficiência energético-ambiental (NEEAs) das usinas de Marialva (PR) e de Passo Fundo (RS) pertencentes ao grupo BSBios. Com isso, sobe para três o número de unidades produtivas de biodiesel prontas para começar a emitir Créditos de Descarbonização (CBios) tão logo possível.
O setor de biodiesel continua sendo maioria absoluta na Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio). Nessa quinta-feira (14) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) oficializou as notas de eficiência energético-ambiental (NEEAs) das usinas de Marialva (PR) e de Passo Fundo (RS) pertencentes ao grupo BSBios. Com isso, sobe para três o número de unidades produtivas de biodiesel prontas para começar a emitir Créditos de Descarbonização (CBios) tão logo possível.
Essa nova liberação acontece cerca de um mês depois JBS de Lins (SP) ter se tornado a primeira usina de biocombustíveis do país a completar o processo de certificação.
A certificação das usinas pertencentes à BSBios havia chegado à etapa de consulta pública no último dia 04 de julho. Isso quer dizer que o processo ficou cerca de três meses pelos gabinetes da agência reguladora antes de receber sinal verde definitivo. O processo de certificação da BSBios foi conduzido pela GreenDomus.
Para encurtar o caminho, desde o final de outubro a Superintendência de Qualidade de Produtos e Biocombustíveis da ANP passou a ter autonomia para aprovar as NEEAs dos fabricantes de biocombustíveis. As aprovações da semana passada foram as primeiras dentro deste novo esquema.
Ligeiramente menores
Não houve mudança nas notas das usinas da BSBios em relação aos documentos apresentada na etapa de consulta pública. A NEEA aprovada para Passo Fundo foi de 81,3 gramas de gás carbônico equivalente para cada megajoule de energia produzido (gCO2eq/MJ) enquanto Marialva terá nota de 81 gCO2eq/MJ. Isso permite que as plantas emitam, respectivamente, um CBio para cada 370,9 e 372,3 litros de biodiesel fabricados.
Já a fração da produção de suas usinas que a BSBios reivindica como elegível ficou ligeiramente menor. A usina de Passo Fundo só poderá emitir CBios para 20,7% de sua produção enquanto Marialva chegará perto de 39,6%.
Originalmente esses valores eram de 21,3% e 41,3%.
Considerando a capacidade produtiva instalada das duas usinas, a BSBios poderá emitir um pouco menos que 601,1 mil CBios por ano. Caso o valor de venda de cada CBio fique em torno dos US$ 10 – R$ 41,83 pelo câmbio de hoje – como o MME sinalizou durante a Conferência BiodieselBR 2019, a venda dos títulos poderá acrescentar R$ 25,1 milhões ao faturamento anual do grupo.
Em projeções feitas pelo ministério, no entanto, indicam que o preço do CBio poderia chegar a R$ 146 o que elevaria o faturamento da BSBios para mais de R$ 87,7 milhões.
Etanol
Além das plantas da BSBios, a ANP também concedeu certificação à usina do Grupo São Martinho localizada na cidade de Quirinópolis (GO) fazendo desta a primeira unidade de etanol certificada no Renovabio.
Embora tenha NEEAs bem piores que as do biodiesel – 62,7 gCO2eq/MJ para o álcool hidratado e 63 gCO2eq/MJ para o álcool anidro – a parcela da produção certificada chega a 96,2%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com