Consulta pública que certificará a performance ambiental das duas plantas foi aberta nessa quinta-feira
Outras duas usinas de biodiesel estão a caminho de se certificarem para a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Nessa quinta-feira (04) foram abertos os processos de consulta pública exigidos para validar as notas de eficiência energético-ambiental das plantas de Passo Fundo (RS) e de Marialva (PR). Ambas as usinas pertencem à BSBios e a consulta está sendo conduzida pela Green Domus.
Outras duas usinas de biodiesel estão a caminho de se certificarem para a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Nessa quinta-feira (04) foram abertos os processos de consulta pública exigidos para validar as notas de eficiência energético-ambiental das plantas de Passo Fundo (RS) e de Marialva (PR). Ambas as usinas pertencem à BSBios e a consulta está sendo conduzida pela Green Domus.
A nota expressa quanto gás carbônico o biocombustível de cada usina emite a menos do que o combustível fóssil que substitui para cada megajoule de energia. Multiplicado pelo volume fabricado, esse número determina a quantidade de Créditos de Descarbonização (CBios) os fabricantes poderão emitir.
Maior
A BSBios é um dos maiores players do setor. O grupo empresarial de origem gaúcha controla duas unidades produtiva de 288 milhões de litros por ano cada – 576 milhões de litros no total. No ano passado, ele foi o maior fabricante de biodiesel do país com mais de 545,8 milhões de litros fabricados o que equivale a 10,2% da produção do período.
As vendas de biodiesel renderam cerca de R$ 1,53 bilhão dos R$ 3,15 bilhões que a BSBios faturou em 2018.
Parcial
Nem todo o biodiesel fabricado pela BSBios poderá ser contabilizado na emissão de CBios. A empresa optou por deixar de fora o biodiesel produzido a partir de óleo de soja para se concentrar apenas na fração fabricada a partir de gordura animal. Isso limita a produção de Marialva a 41,3% e a de Passo Fundo a apenas 21,3%.
A exclusão da soja tem sido uma constante entre as usinas de biodiesel que vem buscando sua certificação na RenovaBio. Como a gordura animal e os óleos e gorduras reaproveitados têm um perfil de emissões melhor do que o do óleo de soja e uma menor burocracia na hora de conseguir a certificação, por isso as usinas têm priorizado esse tipo de matéria-prima.
Segundo os documentos relativos às usinas da BSBios publicados hoje, cada litro de biodiesel fabricado em Marialva emite apenas 195,3 gramas de CO2 podendo emitir um CBio para cada 372, 3 litros de biodiesel. Em Passo Fundo o resultado é ainda melhor com de 184,7 gramas de CO2 por litro o que dá 370,9 litros para cada CBio.
Para fins de comparação, o valor padrão do biodiesel é de 892,1 gCO2 e o do diesel fóssil é de 3.072,5 gCO2.
Com esses números, a BSBios poderia faturar até R$ 70,8 milhões por ano com a comercialização de CBios na eventualidade do preço dos créditos atingir os R$ 146 da projeção mais otimista do Ministério de Minas e Energia (MME). No caso mais pessimista – CBio a R$ 17 –, o faturamento ficaria em R$ 8,25 milhões.
Dois outros grupos do setor estão se movimentando para fazer parte da RenovaBio. A Olfar completou a consulta de sua unidade de Porto Nacional (RJ) no final de maio. E na semana passada, foi a vez da JBS iniciar o processo para suas usinas de Campo Verde (MT) e de Lins (SP).
O processo de consulta das usinas da BSBios ficará aberto até o próximo dia 06 de agosto.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com