Usinas da Oleoplan e Binatural tiveram suas certificações finais aceitas pela agência reguladora
Outras três usinas de biodiesel já podem começar a emitir Créditos de Descarbonização (CBios): as plantas em Iraquara (BA) e Veranópolis (RS) pertencentes à Oleoplan e em Formosa (GO) da Binatural. A certificação que assegura a essas unidades produtivas o direito de entrar no mercado de carbono criado pela Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) foi publicada ontem (20) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Somando essas três unidades, o setor de biodiesel já conta com 11 usinas aptas a ofertar CBios no mercado. Considerando também as plantas de etanol, já temos 28 produtores de biocombustíveis autorizados a participar do Renovabio.
Outras três usinas de biodiesel já podem começar a emitir Créditos de Descarbonização (CBios): as plantas em Iraquara (BA) e Veranópolis (RS) pertencentes à Oleoplan e em Formosa (GO) da Binatural. A certificação que assegura a essas unidades produtivas o direito de entrar no mercado de carbono criado pela Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) foi publicada ontem (20) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Somando essas três unidades, o setor de biodiesel já conta com 11 usinas aptas a ofertar CBios no mercado. Considerando também as plantas de etanol, já temos 28 produtores de biocombustíveis autorizados a participar do Renovabio.
Só ontem, o setor de biodiesel aumentou sua capacidade de oferta de CBios em mais 860,8 mil unidades por ano. Trata-se do maior acréscimo de capacidade aprovado pela ANP num único dia. Ao todo, as usinas de biodiesel já têm capacidade para colocar 3,28 milhões de títulos no mercado.
Confirmada a projeção inicial do MME de que os CBio serão negociados por volta dos US$ 10. O setor poderá faturar até R$ 32,8 milhões por ano com a venda dos títulos em bolsa o que, pelo câmbio de hoje, reforçaria a renda do setor em aproximadamente R$ 143,6 milhões.
O montante equivale a aproximadamente 0,8% do faturamento que os fabricantes apuraram ao longo do ano passado com a venda de biodiesel.
Sem novidades
Não houve mudanças nos números que foram apresentados pela Oleoplan e pela Binatural na etapa de consulta pública. Todas as três unidades mantiveram as Notas de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) e de suas frações elegíveis.
No relatório apresentado no começo de dezembro, a Binatural pleiteava uma nota de 80,6 gCO2eq/MJ para 41,6% de sua capacidade produtiva de 162 milhões de litros. Isso habilita a empresa a gerar até 180,1 mil CBios por ano.
O número real não deve ficar lá muito longe desse teto. No ano passado, a Binatural reportou ter fabricado 158,2 milhões de litros de biodiesel, 97,7% de sua capacidade instalada.
Embora a fração elegível solicitada pela Oleoplan sela relativamente modesta em comparação à da concorrente – 28% para Iraquara e 37,2% para Veranópolis –, a empresa compensa no porte de suas plantas. Veranópolis é a terceira maior usina de biodiesel do país com capacidade instalada para até 468 milhões de litros anuais. Já Iraquara ocupa a 12ª posição do ranking com 288 milhões de litros.
Isso permitirá que a Oleoplan coloque até 680,7 mil CBios no mercado por ano fazendo do grupo o maior emissor individual potencial no segmento de biodiesel, à frente dos 637,9 mil CBios das usinas da JBS.
Com base no nível de utilização de 78,4% de seu parque produtivo que a empresa manteve no ano passado, a emissão de CBios da Oleoplan ficaria restrita a 523,7 mil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com