Reunião entre lideranças do setor e parlamentares afinou os pleitos do setor para o debate das mudanças na MP do Biodiesel.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Conforme BiodieselBR.com havia noticiado na quarta-feira passada (09) na tarde de hoje (15) foi realizada uma reunião em Brasília (DF) fundamental para determinar a posição do setor produtivo em relação às modificações que poderão ser feitas no texto da MP 647/2014.
O encontro foi organizado pela Frente Parlamentar do Biodiesel (FrenteBio) e contou com representantes das entidades do setor – Ubrabio, Aprobio e Abiove –, e da Comissão Mista responsável pelo projeto.
Conforme BiodieselBR.com havia noticiado na quarta-feira passada (09) na tarde de hoje (15) foi realizada uma reunião em Brasília (DF) fundamental para determinar a posição do setor produtivo em relação às modificações que poderão ser feitas no texto da MP 647/2014. O encontro foi organizado pela Frente Parlamentar do Biodiesel (FrenteBio) e contou com representantes das entidades do setor – Ubrabio, Aprobio e Abiove –, e da Comissão Mista responsável pelo projeto.
Segundo o diretor superintendente da Aprobio, Julio Cesar Minelli, o que houve foi “uma conversa”. “Ainda não temos uma proposta fechada, vamos continuar trabalhando”, disse em entrevista telefônica para BiodieselBR.com. Questionado sobre se o setor já tem um número para um novo cronograma de aumentos na mistura obrigatória – um dos pleitos recorrentes dos fabricantes –, Minelli diz que ainda não há um consenso sobre a questão.
Já o presidente da FrenteBio, deputado federal Jerônimo Goergen, foi mais assertivo e saiu na defesa de pelo menos duas propostas que, para ele, teriam mais aceitação: a fixação do B7 como novo piso do setor e o estabelecimento de um cronograma para chegar ao B10 até 2020.
Sobre essa primeira proposta ele diz ter a anuência dos fabricantes de motores e das empresas de distribuição de combustíveis. De acordo com o parlamentar, os outros elos da cadeia não gostariam de ver a mistura ficar variando demais. “Queremos consolidar a demanda nos 7% porque ficar recuando seria perigoso para a cadeia”, diz.
Na proposta original do Planalto, a mistura poderia voltar a 5% caso o Conselho Nacional de Política Energética entendesse que há risco de desabastecimento do mercado.
No que diz respeito à novos aumento de mistura, Goergen se desdobra em cuidados. “Não é nossa intenção forçar a barra com o governo, queremos construir com ele uma perspectiva de futuro na MP. Nem tanto como uma obrigatoriedade, mas como uma sinalização de que a mistura poderá crescer”, disse deixando escapar que na reunião se falou no B10 até 2020 – meta que fazia parte do marco regulatório elaborado pelo Ceib.
Para tentar acelerar as conversas com o Executivo, Goergen adiantou que já tem uma reunião marcada com o ministro da Agricultura, Neri Geller, marcada para essa quarta-feira.
Além desse assunto, a reunião de hoje definiu que a Comissão Mista deverá tentar encerrar seus trabalhos logo na primeira semana de agosto que é quando o Congresso volta do recesso. A pressa é para que a MP possa ser votada antes das eleições de outubro.
A Comissão Mista marcou para amanhã uma audiência pública. O evento está marcado para as 14:30h e contará com transmissão ao vivo por BiodieselBR.com.