
Embora não tenham nenhuma relação direta, a Frente Parlamentar do Biodiesel foi atingida em cheio pelas investigações da Operação Lava-Jato. Dos 54 nomes que que aparecem no relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira passada (03) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nada menos que 21 estão entre os signatários originais do termo de apoio que permitiu a oficialização da frente em outubro de 2011.

Embora não tenham nenhuma relação direta, a Frente Parlamentar do Biodiesel foi atingida em cheio pelas investigações da Operação Lava-Jato. Dos 54 nomes que que aparecem no relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira passada (03) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nada menos que 21 estão entre os signatários originais do termo de apoio que permitiu a oficialização da frente em outubro de 2011.
Isso inclui o deputado federal, Jerônimo Goergen (PP/RS). O parlamentar é o presidente da frente desde sua fundação e tem sido seu nome mais destacado ao longo dos quase quatro anos de atuação da frente. Em entrevista concedida em janeiro passado à BiodieselBR.com, Goergen adiantou que a frente seria mantida na nova legislatura e que a tendência seria ele se manter na liderança do grupo. Também está na lista o vice-presidente da frente, o senador Valdir Raupp, do PMDB (RO).
Acusação
Segundo relatório produzido pelo ministro Teori Zavaski – relator da denúncia no STF –, o deputado faria parte de um grupo de 25 parlamentares que recebia pagamentos mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil proveniente de desvios de recursos da Petrobras. O relatório é baseado numa declaração do doleiro Alberto Yousseff no dia 12 de fevereiro.
Alberto Youssef também disse que operacionalizou o pagamento de R$ 500 mil para a campanha ao Senado de 2010 de Raupp. O valor teria, segundo o doleiro, teria saído da cota do PP e seria decorrente de sobrepreços em contratos da Petrobras.
Negação
Em uma coletiva convocada na manhã desta segunda-feira (09), o deputado negou as acusações qualificando-as como “absurdo” e “erro”. “Jamais agi de maneira a aparecer nessa citação”, disse Goergen que garantiu que pretende acionar Alberto Yousseff para que ele esclareça as acusações.
Goergen também se licenciou do PP. “Para não fazer os líderes [do PP] a responder por mim. Sou eu que tenho o meu nome envolvido e quem tem que responder sou eu”, disse reconhecendo, contudo, que o partido sai “bastante machucado” do episódio.
Em nota enviada ao G1, o senador Valdir Raupp informou que “aguarda com serenidade a divulgação dos motivos que levaram seu nome a figurar na referida lista”. “Com tranquilidade e respeito às leis, acompanhará às diligências, absolutamente seguro de que, ao final, as provas conduzirão à verdade dos fatos”, diz a nota.
Veja aqui todos os membros da Frente Parlamentar do Biodiesel que tiveram os nomes incluídos na acusação da Operação Lava-Jato:
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com