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Brasil tem diesel relativamente barato, segundo ministro

Bento Albuquerque participou de audiência pública na Câmara dos Deputados que discutiu preços do óleo diesel no Brasil

BiodieselBR.com 5 min de leitura

“O preço do nosso diesel não está entre os mais caros do mundo. Pelo contrário, ele é um dos mais baratos”, garantiu a parlamentares o ministro Bento Albuquerque. Atendendo a uma convocação apresentada pela Comissão de Viação e Transportes no final de junho, o titular do Ministério de Minas e Energia (MME) esteve na Câmara dos Deputados no final da manhã de hoje (11) para prestar esclarecimentos a respeito da política de preços do óleo diesel do governo federal.

“O preço do nosso diesel não está entre os mais caros do mundo. Pelo contrário, ele é um dos mais baratos”, garantiu a parlamentares o ministro Bento Albuquerque. Atendendo a uma convocação apresentada pela Comissão de Viação e Transportes no final de junho, o titular do Ministério de Minas e Energia (MME) esteve na Câmara dos Deputados no final da manhã de hoje (11) para prestar esclarecimentos a respeito da política de preços do óleo diesel do governo federal.

A convocação do ministro foi aprovada depois que da comissão ter feito dois convites ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, sem obter retorno.

Durante sua apresentação, o ministro ressaltou que, num ranking que compila os preços do diesel em 163 países, o Brasil aparece apenas na 112ª colocação. Enquanto ps motoristas brasileiros pagam, em média, US$ 0,84 por litro de diesel; os de Hong Kong – primeira colocada do ranking – o preço chega a US$ 1,83.

Ainda segundo o ministro, na média nacional os preços estão mais baixos do durante a greve de caminhoneiros que paralisou o país em maio do ano passado. “Estamos com menos 8% nos preços do diesel [na comparação] ao que eram entre maio e junho do ano passado”, disse Albuquerque atribuindo a queda a medidas adotadas para garantir maior “transparência na composição dos preços”. “A ANP está com melhores condições [de acompanhar os preços] e as empresas estão prestando as informações”, complementou respondendo à questionamentos dos parlamentares.

Quebra do monopólio de fato

O ministro assegurou que, embora a legislação atual garanta, já desde 2002, abertura total do mercado nacional de petróleo e derivados ainda vivemos uma situação de virtual monopólio. “[A abertura] não ocorreu. Isso é um fato”, reconheceu enumerando que, hoje, 99% de refino e logística primária de petróleo e produtos está concentrada na Petrobras e que apenas quatro empresas dominam 72% da distribuição de derivados.

Para tentar reverter essa situação e atrair novos atores para o mercado nacional ele citou medidas como o recente acordo entre a Petrobras e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a venda de 8 de suas 13 refinarias. “Esse ano tivemos resoluções do CNPE, do Cade e da Anp que estão tentando, finalmente, acabar com esse monopólio de fato”, argumentou acrescentando que tem havido “sinalizações de que outras empresas querem entrar no mercado brasileiro”.

Atrair novas empresas para o ramo de refino também poderia ser uma solução para reduzir a dependência brasileira em relação à importação de derivados. “Não adianta a Petrobras controlar 99% da capacidade de refino do país se ela tem recursos limitados para investir”, avaliou. “Entendemos que uma maior competição no mercado levará a benefícios não só em termos de preços mais baixos, mas também na qualidade do combustível ofertado no país”, complementa.

Cartão caminhoneiro

O ministro também apresentou o Cartão Caminhoneiro, iniciativa formulada pela Petrobras e pela BR Distribuidora que permite aos caminhoneiros adquirirem antecipadamente diesel a preços pré-fixados. Pagando 5% do valor da compra de forma antecipada, os motoristas poderão resgatar do diesel em qualquer dos postos que tenham aderido ao projeto durante o prazo de até um mês.

Atualmente, 278 postos da rede da BR Distribuidora já aceitam o cartão.

Apesar da Petrobras ter pulverizado o controle acionário da BR Distribuidora no final de julho. A nova empresa continua empenhada na implantação do projeto.

Biocombustível

Além das medidas para atrair novos atores para o refino, Bento Albuquerque apontou para a produção de biocombustível como uma alternativa para aumentar a oferta. “O bicombustível é uma fonte de orgulho para nós”, afirmou destacando o lançamento da Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) e o recente aumentamos da adição de biodiesel ao diesel mineral. “O biodiesel já está em 11% no diesel e temos uma perspectiva de que ele chegará a 15%. Essa é uma política que está indo muito bem”, elogiou.

A expectativa do MME é que o setor de biocombustíveis gere investimentos da ordem de R$ 400 bilhões nos próximos 8 anos. O número, contudo, parece exagerado para os padrões do setor, já que equivalem a R$ 50 bilhões a cada ano. BiodieselBR.com enviou um e-mail para o MME questionando onde especificamente seriam investidos esses bilhões de reais.

“O biocombustível é um programa que eu vim a conhecer e pelo qual me encantei. Não tenho dúvida nenhuma que os biocombustíveis terão um papel cada vez mais relevante (...) na transição energética e no controle das emissões de gás carbônico pelo Brasil”, encerrou o ministro.

A íntegra da audiência pública com o ministro Bento Albuquerque está disponível abaixo:

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

O número, contudo, parece exagerado, já que equivalem a 50 bilhões de reais investidos a cada ano pelos próximos 8 anos. BiodieselBR.com enviou um e-mail para o MME questionando onde especificamente seriam investidos esses bilhões de reais.
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