Paradas programadas pelos fabricantes reduzem oferta de biodiesel em pouco mais de 14,6 milhões de litros no L63
Das 38 usinas participantes do 63º Leilão de Biodiesel, 11 deverão paralisar a produção durante um ou mais dias durante o último bimestre do ano. A lista com as unidades produtivas que farão paradas e as respectivas datas foi publicada na tarde de ontem (02) pela Petrobras.
Das 38 usinas participantes do 63º Leilão de Biodiesel, 11 deverão paralisar a produção durante um ou mais dias durante o último bimestre do ano. A lista com as unidades produtivas que farão paradas e as respectivas datas foi publicada na tarde de ontem (02) pela Petrobras.
As paradas previstas representam uma perda de um pouco mais de 14,6 milhões de litros de biodiesel em oferta. Essas perdas de oferta representam 1,1% da capacidade produtiva habilitada e 1,4% dos cerca de 1,03 bilhão de litros efetivamente ofertados pelo setor na Etapa 2.
Somadas as paradas previstas reportadas por todo o setor, termos 23 dias de paralisações. O motivo mais comum é a manutenção com 6 casos reportados perfazendo 15 dias parados. Com o Natal e o Ano Novo a caminho, teremos 4 unidades que paralisarão as atividades em respeito aos feriados – algumas até mesmo aproveitaram esses dias para agendar manutenções.
Maior perda
A usina que mais perderá capacidade será a Camera.
A unidade de Ijuí (RS) deverá perder cinco dias de produção ao longo do bimestre – a mais longa do setor – para fazer serviços de manutenção. Ao todo, ela deixará de produzir até 3,25 milhões de litros.
Além dela, outras cinco unidades produtivas farão paradas que reduzirão sua capacidade produtiva em mais de um milhão de litros.
O Rio Grande do Sul será o estado mais afetado com redução de 5,95 milhões de litros.
A lista completa de paradas programadas pode ser vista abaixo:

Restrições
Além das paradas, seis usinas reportaram restrições operacionais no período de entregas do L63.
Cinco delas – Três Tentos, BSBios de Passo Fundo, Olfar de Erechim e as unidades de Ipameri (GO) e São Simão (GO) da Caramuru – informam que não carregarão biodiesel em caminhões compartimentados.
Já a Cargill informa que caminhões que tenham transportado etanol e/ou gasolina podem ser obrigados a passar por um processo de purga com duração entre duas a três horas antes de serem liberados para carregar biodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com