BiodieselBR
Publicidade

Mistura de biodiesel do 6º bimestre será anunciada depois de ofertas das usinas

Projeções sobre a oferta e a demanda de biodiesel foram confrontadas em reunião do CMAB

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Teremos mais um bimestre de mistura de biodiesel reduzida. Essa parece ter sido o consenso entre os membros Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) na reunião que aconteceu no final da tarde da última quarta-feira (23). Falta apenas saber que se o mercado vai ficar com o B11 como querem as usinas ou com o B10 como defendem das distribuidoras.

Depois de ter ficado praticamente o ano inteiro inativo, o CMAB voltou a se reunir com periodicidade semanal como parte de um esforço da cadeia para amenizar os solavancos que vem chacoalhando o setor nesses últimos meses. Trata-se de um espaço onde fabricantes e distribuidoras têm a oportunidade de nivelar informações sobre o andamento mercado de forma a antecipar possíveis problemas. O foco dessa reunião foi balanço de oferta e demanda de biodiesel para o 76º Leilão de Biodiesel (L76).

Descrito como “excelente” por um dos participantes, o encontro mais recente permitiu confrontar as projeções para o 6º bimestre do ano. De acordo com os distribuidores, a demanda nacional por óleo diesel vem se recuperando bem depois do tombo que levou por causa da Covid-19.

Teremos mais um bimestre de mistura de biodiesel reduzida. Essa parece ter sido o consenso entre os membros Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) na reunião que aconteceu no final da tarde da última quarta-feira (23). Falta apenas saber que se o mercado vai ficar com o B11 como querem as usinas ou com o B10 como defendem das distribuidoras.

Depois de ter ficado praticamente o ano inteiro inativo, o CMAB voltou a se reunir com periodicidade semanal como parte de um esforço da cadeia para amenizar os solavancos que vem chacoalhando o setor nesses últimos meses. Trata-se de um espaço onde fabricantes e distribuidoras têm a oportunidade de nivelar informações sobre o andamento mercado de forma a antecipar possíveis problemas. O foco dessa reunião foi balanço de oferta e demanda de biodiesel para o 76º Leilão de Biodiesel (L76).

Descrito como “excelente” por um dos participantes, o encontro mais recente permitiu confrontar as projeções para o 6º bimestre do ano. De acordo com os distribuidores, a demanda nacional por óleo diesel vem se recuperando bem depois do tombo que levou por causa da Covid-19 e deve ficar em torno dos 9.400 mil m³. Esse número representa um crescimento de 3,3% sobre o ano passado e o melhor volume movimentado para o período desde 2014.

Já os fabricantes de biodiesel colocaram o teto das ofertas no L76 em 1.200 mil m³. Esse montante representa aproximadamente 75,8% da capacidade das 43 usinas que foram consideradas aptas pela ANP para a disputa.

Redução

Matematicamente essa oferta bastaria para atender ao B12 – seriam necessários 1.128 mil m³ de biodiesel para garantir a mistura cheia –, mas depois da sequência de sustos no L75 e a escassez de soja no mercado interno há um certo consenso em torno da necessidade de ter relação entre oferta e demanda mais confortável no L76.

Para os fabricantes, seria viável manter a mistura em 11% o que levaria a uma demanda de 1.034 mil m³. Os distribuidores querem manter os mesmos 10% que estão valendo no bimestre atual para que colocaria a demanda em 940 mil m³.

Por enquanto nada muda. De acordo com seu edital, o L76 vai negociar biodiesel para o B12. No começo da noite de hoje, contudo, A ANP, publicou um aviso informando que fará uma análise das ofertas de biodiesel logo após a conclusão da primeira metade da Etapa 2, caso o volume as usinas colocarem a venda seja considerado insuficiente para fazer frente à demanda o processo será imediatamente suspenso para que a redução da mistura seja informada ao mercado.

Só depois de definido se termos B10 ou B11, o processo será retomado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: