Minerva vai recorrer da inabilitação para o Leilão 38
Inabilitada pela ANP para a disputa do 38º Leilão de Biodiesel, a Minerva garante que vai recorrer da decisão para tentar garantir sua participação.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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A Minerva vai recorrer da decisão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) que a inabilitou a disputar o 38º Leilão de Biodiesel.
A decisão se tornou pública ontem (30), quando a agência reguladora a divulgou a lista das usinas habilitadas para 38º Leilão de Biodiesel.
A Minerva vai recorrer da decisão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) que a inabilitou a disputar o 38º Leilão de Biodiesel. A decisão se tornou pública ontem (30), quando a agência reguladora a divulgou a lista das usinas habilitadas para 38º Leilão de Biodiesel.
A empresa não pode dizer que tenha sido pego totalmente desprevenida. Na lista de pré-habilitadas o status da usina goiana já aparecia como pendente por descumprimento ao item 9.1.6 do edital – dispositivo que estabelece a suspensão de usinas consideradas inadimplentes, ou seja, que não conseguiram atingir o patamar mínimo de 90% de entregas no antepenúltimo leilão (L35).
Questionada por BiodieselBR.com sobre o que teria ocasionado falhas na entrega que levaram à sua punição, a Minerva atribui toda responsabilidade às distribuidoras. “O motivo da não entrega foi que as distribuidoras não retiraram o volume comprado, apesar de a Minerva ter disponibilizado”, afirma Orlando Palocci, diretor de biodiesel da usina. Ele observa ainda que março último despontou como “o mês de pior performance das retiradas dos leilões”.
De fato, os meses de março e abril foram atribulados. Dados da Petrobras mostram que apenas 90,6% do volume de biodiesel que havia sido contratado no L35 realmente saiu das usinas para as bases de distribuição. Foi o pior bimestre em termos de entregas desde o L26.
Naquele bimestre, nada menos que 14 usinas tiveram entregas abaixo do limite mínimo de 90% exigido pela ANP – entre as quais, a Minerva. A usina de Palmeiras de Goiás entrou pouco mais da metade dos 2,7 milhões litros de biodiesel negociados no L35. Ela teve a pior performance no período.
Vale registrar, que a Minerva foi a única realmente punida. Todas as demais usinas que tiveram problemas no mesmo período estão devidamente habilitadas para participarem do próximo leilão. Isso inclui outras duas plantas – Amazonbio e Fertibom – que tiveram performances também na faixa dos 50%.
Indagada sobre os motivos que teriam ocasionado a inabilitação da usina goiana para o L38, a ANP diz apenas que “os motivos para habilitação ou inabilitação para os leilões são informados às usinas na habilitação prévia” e que a usina tem até hoje (31) para apresentar recurso – o que, segundo o diretor da Minerva, já foi feito.