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ANP publica pré-habilitação para o Leilão 52

A ANP tornou pública a lista pré-habilitadas para participarem do 52º Leilão. Serão 35 plantas com puco mais de 1 bilhão em capacidade de oferta.
BiodieselBR 3 min de leitura
A ANP tornou pública a lista de usinas que estão pré-habilitadas para participarem do 52º Leilão de Biodiesel. O certame vai acontecer no mês que vem e deverá adquirir o biodiesel que vai abastecer o mercado brasileiro durante os meses de janeiro e fevereiro. Este deve ser o último leilão do B7 uma vez que a Lei 13.263/2016 determina a evolução para o B8 a partir de março que vem.

A ANP tornou pública a lista de usinas que estão pré-habilitadas para participarem do 52º Leilão de Biodiesel. O certame vai acontecer no mês que vem e deverá adquirir o biodiesel que vai abastecer o mercado brasileiro durante os meses de janeiro e fevereiro. Este deve ser o último leilão do B7 uma vez que a Lei 13.263/2016 determina a evolução para o B8 a partir de março que vem.

A lista publicada pela ANP traz 35 nomes que totalizam 1,07 bilhão de litros em capacidade de oferta. Isso é um pouquinho – 28 milhões de litros – menos que no leilão anterior. A composição da lista, no entanto traz algumas surpresas.

Presenças

A primeira dessas surpresas é o retorno da Amazonbio e da Jataí Ecodiesel à disputa. A última vez que elas demonstraram algum interesse em interesse em participar do processo foi no L46 que arrematou o biodiesel, precisamente, para o 1º bimestre de 2016. De lá para cá, ambas as usinas permaneceram inativas.

Com isso, teremos usinas sem o Selo Combustível Social participando de um leilão pela primeira vez em um ano.

O impacto é mais simbólico do que prático dada a capacidade de oferta limitada dessas duas plantas. No total, elas conseguem colocar no mercado 8,4 milhões de litros – 5,4 milhões de litros da Amazonbio e 3 milhões de litros da Jataí.

A Jataí jamais chegou a vender biodiesel nos leilões da ANP. A Amazonbio, por seu lado, foi bastante regular. Entre os leilões 12 e 41 ela registrou vendas em praticamente todas as disputas. A partir do L41, no entanto, sua participação se tornou errática até encerrar completamente.

Ausências

São as ausências que deverão ser mais notadas. A primeira delas já era esperada: a PBio de Quixadá. Desativada no começo deste mês, a usina cearense tira do mercado 18,1 milhões de litros em oferta.

Mas a grande surpresa real é a Bocchi. Com pouco mais de três anos, a usina gaúcha é uma das mais novas do mercado e tem capacidade bimestral para 18 milhões de litros.

Ela também vinha participando com relativa regularidade dos leilões. No L51, ela chegou a vender 3,5 milhões de litros.

Pendências

A lista de usinas com pendências, dessa vez, tem apenas três nomes com pendências. Duas delas são pesos-pesados.

Ironicamente, o retorno da Amazonbio não deve ser dos mais suaves. A usina de Roraima já chega precisando resolver pendências relativas à Receita Municipal.

As outras duas são a Bunge a Cargill. A primeira delas enrolada com a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas enquanto a segunda tem pendências junto ao INSS e à Receita. Se ambas ficarem pelo caminho, o leilão será desfalcado em 66,8 milhões de litros.

Sem as usinas pendentes, teremos apenas 32 usinas na disputa com uma capacidade máxima de oferta que supera um pouco a marca de 1 bilhão de litros.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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