Importações de óleo diesel voltam a crescer em julho
As importações de óleo diesel cresceram 41,4% em termos de volume na comparação entre junho e julho. Em relação ao ano passado, a alta foi de 12,5%.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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As importações de óleo diesel voltaram a crescer no mês de julho. Durante o mês passado entraram 41,4% mais diesel no país do que em junho. Já o valor pago para manter o mercado abastecido avançou um pouco menos, 36,6%.
As importações de óleo diesel voltaram a crescer no mês de julho. Durante o mês passado entraram no país 920,9 milhões de litros do derivado de petróleo, uma alta de 41,4% sobre o volume importado em junho. Já o valor pago para manter o mercado abastecido avançou um pouco menos, 36,6%, totalizando US$ 423,8 milhões.
Em termos de volume, essa foi a maior importação do ano – superando em 4,5% os 881,2 milhões de litros importados em março. Em valor, no entanto, o mês de julho perde para janeiro (US$ 481 milhões) e fevereiro (US$ 472,1 milhões).
O descompasso se deve à queda no valor pago pelo óleo diesel importado. Em julho, o Brasil pagou US$ 460,24 por cada metro cúbico de diesel, cerca de um quarto a menos do que valia no começo do ano – nos últimos dois meses a cotação ensaiou uma recuperação, mas os preços voltaram a perder força em julho.
Em reais, entretanto, o derivado não está ficando mais barato graças à alta contínua do dólar que, de acordo com o Banco Central, teve cotação média de R$ 3,22 no mês passado. Com isso, o litro do diesel importado entrou no país custando um pouco mais de R$ 1,48, praticamente o mesmo que em junho.
Em relação a julho de 2014, houve uma retração nas importações de 12,5%, quando o país trouxe 1,05 bilhão de litros de fora.
Apesar do crescimento, na comparação entre os sete primeiros meses do ano as importações caíram 19,3% em termos e volume e impressionantes 48,2% no valor acumulado.
Essa queda acontece por 3 fatores O maior uso de biodiesel, a diminuição no consumo de diesel e o início da produção de diesel da refinaria Abreu e Lima da Petrobras.