BiodieselBR
Publicidade

Entregas de biodiesel atingem 94,2% no 1º bimestre do ano

Depois de apresentar uma piora considerável no 6º bimestre, as entregas das usinas de biodiesel fecharam o bimestre passado na faixa dos 94,2%.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Depois de apresentar uma piora considerável no 6º bimestre, as entregas das usinas de biodiesel voltaram a melhorar e fecharam o bimestre passado na faixa dos 94,2%. Ao todo, as usinas de biodiesel entregaram praticamente 547 milhões de litros de biodiesel dos 580,6 com os quais haviam se comprometido no Leilão 46.

Depois de apresentar uma piora considerável no 6º bimestre, as entregas das usinas de biodiesel voltaram a melhorar e fecharam o bimestre passado na faixa dos 94,2%. Ao todo, as usinas de biodiesel entregaram praticamente 547 milhões de litros de biodiesel dos 580,6 com os quais haviam se comprometido no Leilão 46.

Como não houveram usinas com entregas acima de 100%, a melhora sinaliza um aumento na performance média do setor.

Com base nessa performance e nos preços médios, é possível calcular que o faturamento do setor de biodiesel totalizou R$ 1,47 bilhão no bimestre.

Melhores

Oleoplan de Veranópolis e JBS empataram e ocupam o topo do ranking das entregas com 98,9% de performance cada uma. Já em termos de volume, o ouro fica com a ADM de Rondonópolis que entregou 42 dos 45 milhões de litros de biodiesel que havia vendido – um resultado equivalente a 93,4%.

Entre os estados, o melhor resultado foi o de Santa Catarina que entrou 97,9% dos 18 milhões de litros vendidos – o equivalente a 17,6 milhões de litros. Já o Rio Grande do Sul entregou o maior volume com um resultado de 121,5 milhões de litros – 95,35 do vendido.

Um grupo de seis usinas teve entregas abaixo da marca de 90%, performance mínima exigida pela ANP para que as usinas não sejam punidas com um leilão de suspensão. As usinas em falta são: Olfar, Cesbra, Fiagril, Caibiense, Biopar e Amazonbio. Juntas, elas deixaram de entregar 9,7 milhões de litros de biodiesel.

No caso da Olfar (88,2%) e da Cesbra (84,4%) a diferença é relativamente pequena o que pode indicar que os problemas não eram das usinas mas com as distribuidoras. Já no caso das demais as diferenças são mais substanciais [veja tabela].

É particularmente chamativa a situação da Biopar e da Amazonbio. Ambas tiveram as entregas praticamente zeradas durante o bimestre. Este já é o quarto bimestre de inatividade da Amazonbio que mostra o desinteresse no mercado.

Já a situação da Biopar é nova – este foi seu primeiro leilão com produção em baixa – mas também parece sinalizar que a usina mato-grossense está com problemas.

L46Entregas 090315
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Compartilhar: