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Brasilcom alerta para o risco de desabastecimento de diesel

Associação reclama de quebras nas entregas da Petrobras e dificuldade para importar o produto

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Há um clima de pânico no ar. Não faz nem uma semana, uma reportagem publicada pelo respeitado diário britânico Financia Times alertou que os maiores traders de petróleo do mundo vem falando abertamente sobre o perigo de que haja uma “escassez sistêmica” de óleo diesel caso as sanções contra a Rússia levem a uma disrupção mais séria nas linhas de fornecimento do derivado com destino à Europa.

Com o diesel importado correspondendo a quase um quarto – no ano passado mais de 14,2 milhões de m³ entraram no país – da demanda brasileira, o golpe não seria nada pequeno também deste lado do Atlântico. As perspectivas já vêm tirando o sono de muitas das distribuidoras.

Cortes da Petrobras

Não é de hoje que a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom) vem reclamando de dificuldades para manter o abastecimento de diesel, segundo o diretor institucional da entidade que congrega distribuidoras regionais, Sergio Massillon, a Petrobras vem rotineiramente deixando de cumprir integralmente contratos de fornecimento de diesel. “[Nossas] associadas estão encontrando dificuldades para conseguir receber todo o volume de seus pedidos mensais (...) são cortes repetidos e significativos”, alerta.

Há um clima de pânico no ar. Não faz nem uma semana, uma reportagem publicada pelo respeitado diário britânico Financia Times alertou que os maiores traders de petróleo do mundo vem falando abertamente sobre o perigo de que haja uma “escassez sistêmica” de óleo diesel caso as sanções contra a Rússia levem a uma disrupção mais séria nas linhas de fornecimento do derivado com destino à Europa.

Com o diesel importado correspondendo a quase um quarto – no ano passado mais de 14,2 milhões de m³ entraram no país – da demanda brasileira, o golpe não seria nada pequeno também deste lado do Atlântico. As perspectivas já vêm tirando o sono de muitas das distribuidoras.

Cortes da Petrobras

Não é de hoje que a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom) vem reclamando de dificuldades para manter o abastecimento de diesel, segundo o diretor institucional da entidade que congrega distribuidoras regionais, Sergio Massillon, a Petrobras vem rotineiramente deixando de cumprir integralmente contratos de fornecimento de diesel. “[Nossas] associadas estão encontrando dificuldades para conseguir receber todo o volume de seus pedidos mensais (...) são cortes repetidos e significativos”, alerta.

Não bastasse a dificuldade de conseguir diesel nacional, Sérgio também diz que a Petrobras também tem inviabilizado importações ao não seguir a política de paridade de importação (PPI). Pelas contas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), em média, o preço de cada metro cúbico de óleo diesel no mercado nacional está R$ 583,00 abaixo do valor praticado na região do Golfo do México – referência para o mercado global de derivados.

Nem o mega-reajuste promovido pela Petrobras cerca de três semanas atrás e nem a queda da cotação do dólar frente ao real foram suficientes para resolver o entrave.

“Enquanto permanecer essa diferença, apenas empresas com capacidade de arcar com os prejuízos na importação, ou que usem este momento para ampliar suas redes bandeiradas e ganhar mercado (...) conseguirão atender seus clientes”, reclama Sergio. Esse impacto já vem sendo sentido. Tanto no segmento de diesel quanto no de gasolina, as maiores distribuidoras voltaram a ampliar sua fatia do mercado no ano passado.

Sem uma diminuição no vão entre os preços nacionais e internacionais, Sérgio teme que as importações cessem por completo. Sergio cobra que a Petrobras altere a postura. “Como agente dominante, a Petrobras tem deveres que não está cumprindo, sendo a única capaz de resolver definitivamente este problema de abastecimento”, reclama.

Teor do biodiesel

Embora reconheça que a normalização do teor de biodiesel seria uma alternativa para garantir o abastecimento do país. A mistura que, desde a virada do mês, deveria estar em 14% deve ficar em 10% ao longo de todo o ano. “O aumento da mistura [de biodiesel] poderia ajudar a reduzir os riscos de desabastecimento”, admite.

Apesar disso, Sergio lembra que a ANP está em processo de finalização de novas especificações para o produto e cobra que esse trabalho seja finalizado antes de novos aumentos da mistura. “Enfatizamos que, depois [de aprovada a nova especificação], alterações no percentual de mistura ao diesel devem ser precedidas de rigorosos ensaios de laboratório e testes de campo”, diz.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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