A ANP vem se mobilizando para responder a relatos de que produtores rurais do Rio Grande do Sul estariam enfrentando dificuldades para se abastecerem com óleo diesel com a cobrança de valores muito acima do usual. O problema já seria um reflexo da guerra entre EUA e Irã que vem dificultando o escoamento do petróleo e derivados produzidos no Oriente Médio.
Por meio de nota, a agência reguladora informou que vem monitorando a situação no mercado regional e que não vê justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto por parte de distribuidores uma vez que o estado produz mais diesel do que consome e a produção da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) está em níveis regulares
Instalado no município de Canoas (RS), o complexo da Petrobras é o quinto maior do país com capacidade para processar 35 mil m³ de petróleo por dia. Dados da ANP mostram que o mercado gaúcho tem sido superavitário na produção de diesel desde 1993.
Em 2025, o balanço estadual entre oferta e demanda ficou no azul em pouco menos de 675 mil m³.
Para tentar apurar os motivos da escassez reportada por agentes do agronegócio, a ANP vem, desde este final de semana, contatando os principais distribuidores ativos no Rio Grande do Sul para pedir esclarecimentos a respeito de suas movimentações de produtos e níveis de estoques. Equipes técnicas também estão realizando verificações das operações in loco.
“Caso seja necessário, a Agência está preparada para adotar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar a continuidade e a normalidade da oferta de diesel no país. (...) Além disso, informamos que aumentos de preços injustificados no estado também serão objeto de investigação da ANP em conjunto com órgãos de defesa do consumidor”, informa o texto divulgado pela ANP.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da ANP