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Governo dos EUA testa motores para garantir uso de B20

O Departamento de Energia dos EUA está conduzindo testes para medir impactos do uso misturas de biodiesel entre 6% e 20% em motores diesel.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Principal laboratório de energias renováveis do Departamento de Energia governo norte-americano, o National Renewable Energy Laboratory (NREL) está conduzindo uma rodada de testes que pretende medir possíveis impactos do uso misturas de biodiesel entre 6% e 20% nos sistemas de injeção de combustível que equipam os motores diesel. Esse é considerado um dos maiores nós técnicos que precisam ser desatados antes que as misturas maiores de biodiesel possam passar a ser utilizadas de forma mais corriqueira.

Principal laboratório de energias renováveis do Departamento de Energia governo norte-americano, o National Renewable Energy Laboratory (NREL) está conduzindo uma rodada de testes que pretende medir possíveis impactos do uso misturas de biodiesel entre 6% e 20% nos sistemas de injeção de combustível que equipam os motores diesel. Esse é considerado um dos maiores nós técnicos que precisam ser desatados antes que as misturas maiores de biodiesel possam passar a ser utilizadas de forma mais corriqueira.

Uma prévia dos resultados foi antecipada pelo engenheiro-chefe em performance de combustíveis, Robert McCormick, durante a National Biodiesel Conference que aconteceu na semana passada na Flórida.

Segundo o pesquisador, a maior preocupação dos sistemistas – nome dado aos fabricantes dos sistemas de injeção direta que equipam os motores – diz respeito à estabilidade oxidativa do biocombustível quando submetido às elevadas condições de temperatura e pressão internas do motor. O problema está no fato de nem todo combustível que entra no sistema é imediatamente encaminhado à câmara de combustão, parte fica sendo recirculada. É aí que mora o perigo. Se houver acúmulo de impurezas pela degradação do combustível o motor pode, no limite, até parar de funcionar.

Testes

Para determinar a extensão do problema, quatro veículos do modelo Passat da Volkswagen foram submetidos a uma série de testes durante dois meses. Ao longo desse tempo, os técnicos submeteram o combustível usado nesses veículos à diversas condições de temperatura e pressão para simular diferentes condições de uso.

Embora os testes tenham comprovado que a estabilidade do combustível usado decai ao longo do tempo, os resultados preliminares indicam que o produto é estável o suficiente para se manter dentro de parâmetros considerados seguros. Não foram detectadas mudanças na acidez, formação de borras e nem mudança no perfil geral do biodiesel, apenas um leve aumento na formação de peróxidos indicando o início do processo de oxidação.

Ainda segundo McCornick, esses resultados indicam os motores atuais poderiam rodar com B20 sem maiores preocupações e sem a necessidade de modificações nas especificações atuais do biodiesel.

Os resultados completos serão apresentados durante o Congresso Mundial da Associação de Engenharia Automotiva que acontece em abril na cidade de Detroit.

Polêmica

O limite máximo de biodiesel que os motores diesel conseguem suportam sem a necessidade de modificações é uma questão polêmica no mundo inteiro. Um documento assinado por diversos dos maiores “sistemistas” do mundo aponta o B7 como o teto para a mistura entre diesel e biodiesel. Além disso, eles não dão sustentam mais as garantias de seus produtos.

Esse documento já foi usado até pelo governo brasileiro para justificar a necessidade de ser prudente com novos aumentos da mistura obrigatória.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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