Qualidade do diesel é a pior desde fevereiro de 2010
A qualidade do óleo diesel comercializado no país despencou em novembro. Segundo a ANP tivemos o pior índice de não conformidade desde fevereiro de 2010.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Em novembro, a qualidade do óleo diesel comercializado no país despencou. A informação é da edição mais recente Boletim Mensal do Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis Líquidos, divulgada ontem (17) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os técnicos da ANP analisaram 6.424 amostras do derivado das quais 279 (4,34%) apresentaram problemas. Esse patamar de inconformidade não era alcançado pelo desde fevereiro de 2010.
Em novembro, a qualidade do óleo diesel comercializado no país despencou. A informação é da edição mais recente Boletim Mensal do Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis Líquidos, divulgada ontem (17) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os técnicos da ANP analisaram 6.424 amostras do derivado das quais 279 (4,34%) apresentaram problemas. Esse patamar de inconformidade não era alcançado pelo desde fevereiro de 2010.
A alta no índice de não conformidade do óleo diesel computada no mês passado não chega a ser muito pronunciada quando se comparada ao índice de outubro, que, até então, detinha o pior resultado mensal já observado neste ano. O aumento no intervalo entre meses foi inferior a um ponto percentual. Mas, com o novo incremento, novembro passa a ser, por ora, o mês com a pior qualidade de óleo diesel do ano.
Comparado ao mesmo período em 2013, o incremento no índice de não conformidade no mês passado se revela bem mais significativo – de 1,92 ponto percentual.
B7 Além da piora em geral, a leitura do novo boletim da ANP traz uma informação particularmente preocupante para o setor de biodiesel. O critério Teor de Biodiesel foi a principal razão para a rejeição das amostras no mês.
Até aí nada de novo, já que não é a primeira vez que esse quesito lidera o ranking de reprovações esse ano. O que chama a atenção é o elevado percentual de amostras reprovadas vinculadas ao Teor de Biodiesel – 46,6% das amostras reprovadas tiveram problemas com esse critério. E o fato de, no mês passado, o teor de biodiesel adicionado ao diesel ter aumentado no país, com a entrada da vigência do B7.
Dada a coincidência, é plausível cogitar que a elevação da mistura obrigatória tenha alguma relação com o número de reprovações no mês.
Em segundo e terceiro lugares aparecem o Ponto de Fulgor e o Aspecto, respondendo por, respectivamente, 16,8% e 12,1% das amostras com problemas.
Estados Doze unidades federativas apresentaram aumento nos índices de não conformidade em relação ao trimestre anterior.
A alta mais acentuada é, de longe, a observada no Amazonas cujo índice de não conformidade cresceu impressionantes 16,6 pontos percentuais. Santa Catarina foi a unidade federativa que teve o menor incremento no período, de apenas 0,1 ponto percentual.
Os Estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Piauí e Rondônia não foram monitorados no período.