BiodieselBR
Publicidade

São Paulo foi vilão da qualidade do diesel em novembro

A queda na qualidade do diesel entre outubro e novembro foi praticamente toda de responsabilidade de uma piora nos indicadores dos postos de São Paulo.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A qualidade do óleo diesel deu uma guinada para – bem – pior nos dois últimos meses. Especialmente agora em novembro quando tivemos 5,2% de não conformidade – o pior índice de qualidade para o combustível desde a chegada do B5 em janeiro de 2010. Isso depois de 4,5% em outubro.

A qualidade do óleo diesel deu uma guinada para – bem – pior nos dois últimos meses. Especialmente agora em novembro quando tivemos 5,2% de não conformidade – o pior índice de qualidade para o combustível desde a chegada do B5 em janeiro de 2010. Isso depois de 4,5% em outubro.

À primeira vista, São Paulo foi o principal vilão nesse movimento. O índice de não conformidade entre as amostras no estado foi de 13%, mais do que o dobro de crescimento sobre os 5,1% do mês imediatamente anterior.

Ao todo, os postos paulistas tiveram 35 reprovações num universo total de 269 amostras coletas. Isso representa quase um terço das 120 reprovações registradas no Brasil inteiro no mesmo período. Apenas um mês antes, os postos paulistas haviam registrado apenas 13 amostras reprovadas.

Sem essas 22 reprovações extra, a não conformidade brasileira teria ficado em 4,2% uma pequena melhoria em relação ao resultado de outubro.

Generalizado

Apesar do primeiro impulso seja considerar que se trate de um problema localizado, a verdade é um pouco mais complexa.

Embora São Paulo tenha sido, sim senhor, quem puxou o resultado brasileiro para baixo, ela não foi a única unidade da federação a apresentar resultados negativos.

Dos 17 estados brasileiros que tiveram seus números divulgados pela ANP, 8 tiveram índices mais elevados que o nacional. Ou seja, eles contribuíram ativamente para que a qualidade do diesel ficasse pior.

Um grupo de 13 estados tiveram aumento no número absoluto de amostras reprovadas de outubro para novembro. Um ficou estável e outros três – Amapá, Goiás e Pernambuco – apresentaram melhora.

Poeira embaixo do tapete?

Também não é possível afirmar que as recentes dificuldades que a ANP teve com o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) sejam responsáveis pela piora no ambiente como um todo.

Dos oito estados que voltaram a ser acompanhados pelo programa apenas nos últimos dois meses, apenas três – Alagoas, Bahia e Paraíba – ficaram com seus indicadores piores que o apresentado no patamar nacional. Entre estes, o destaque negativo foi a Paraíba que teve o segundo pior resultado nacional com 9,9% de não conformidade.

Os outros cinco até contribuíram a melhorar o ambiente. Maranhão e Pernambuco, inclusive, tiveram zero reprovações em suas amostras.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Compartilhar: