Indicador de não conformidade do diesel do PMQC ficou próximo a 3,5% no mês passado
A qualidade do óleo diesel comercializado no país teve mais uma piora em outubro. Em sua edição mais recente, o boletim que resume os resultados das análises das amostras coletadas pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) Brasil afora mostra que o índice de não conformidade do derivado de petróleo mais consumido no país ficou em 3,48% no mês passado.
A qualidade do óleo diesel comercializado no país teve mais uma piora em outubro. Em sua edição mais recente, o boletim que resume os resultados das análises das amostras coletadas pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) Brasil afora mostra que o índice de não conformidade do derivado de petróleo mais consumido no país ficou em 3,48% no mês passado.
Embora o valor seja ligeiramente superior ao que havia sido registrado em setembro – quando o indicador ficou em 3,1% – ele sinaliza que a chegada do B11 não teve um impacto tão forte sobre a qualidade dos combustíveis vendidos no país.
Historicamente, a chegada de uma nova mistura de biodiesel tem sido seguida por picos nos índices de não conformidade. Seguido à implementação do B10, por exemplo, o indicador disparou de 3,3% para 6,6%.
Volatilidade
Desde a chegada do B10, a qualidade do diesel tem permanecido bastante volátil e consolidando uma clara tendência de piora.
Do lançamento da mistura obrigatória – o B2 em janeiro de 2008 – até o fim do B8 em fevereiro do ano passado, o nível médio de não conformidade do diesel ficou em 2,8%. De março de 2018 para cá, o indicador saltou cima de 4%.
A despeito da piora entre setembro e outubro, nos dois primeiros meses de B11, a qualidade do diesel tem se comportado de forma mais suave. Isso pode ser um sinal de que a mudança na especificação do biodiesel pode estar gerando os efeitos desejados.
Publicada no começo de agosto, a Resolução 798/2019 tornou mais rigoroso o parâmetro de estabilidade oxidativa do biodiesel puro de 8h para 12h e tornou obrigatório que as usinas passassem a aditivar seus produtos.
Localizada
A despeito da alta no indicador nacional ter sido moderada, uma olhada nos números por estado mostra uma história mais matizada.
Das 19 unidades da federação monitorados pelo PMQC em outubro, apenas 7 apresentaram melhora ou estabilidade em seus números. As outras 12 tiveram piora. Em alguns casos a piora foi bastante expressiva – no Amapá e o Maranhão a não conformidade avançou mais de 6 pontos percentuais em apenas um mês.
Em grande medida, o resultado relativamente positivo de outubro reflete uma melhora nos números do Distrito Federal, onde a não conformidade caiu de 21,6% em setembro para 4,7% em outubro. Alagoas, Pernambuco e São Paulo também tiveram melhora na qualidade do óleo diesel.
Ceará e Espírito Santo tiveram o melhor diesel vendido. Ambos vieram com a não conformidade zerada em outubro pelo segundo mês consecutivo. No outro extremo está Alagoas com 16,3% de não conformidade.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com