Índice de não conformidade do óleo diesel vendido no país ficou em 3,1% em setembro
A chegada do B11 não teve impacto negativo na qualidade do óleo diesel vendido aos brasileiros. De acordo com dados divulgados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade do mês de setembro ficou em 3,1%. Esse é o melhor resultado nos últimos 10 meses – em novembro de 2018 o índice cravou 3% – e a segunda melhoria consecutiva no indicador.
A chegada do B11 não teve impacto negativo na qualidade do óleo diesel vendido aos brasileiros. De acordo com dados divulgados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da ANP, o índice de não conformidade do mês de setembro ficou em 3,1%. Esse é o melhor resultado nos últimos 10 meses – em novembro de 2018 o índice cravou 3% – e a segunda melhoria consecutiva no indicador.
Embora seja uma notícia positiva, ela não afasta completamente a possibilidade de que tenhamos um susto a caminho. É comum que um aumento no patamar de mistura obrigatória seja seguido de uma piora substancial nos indicadores de qualidade. A resposta, contudo, não é imediata. Quando o B8 foi implementado em março de 2017 o aumento da não conformidade só foi sentido em abril quando o valor teve um pico de 6,6%. A história se repetiu depois da introdução do B10 me março de 2018 – pico de 6,6% em abril.
Nova especificação
Se o padrão se mantiver igual, os efeitos mais intensos só serão percebidos quando o PMQC publicar seu boletim de novembro. Só então o mercado poderá saber de verdade se as mudanças na especificação do biodiesel implementadas pela ANP no começo de agosto surtiram o efeito esperado.
Por enquanto, o mercado completa o segundo mês de melhoria nos indicadores. Das 2.567 amostras coletadas Brasil afora durante setembro, 80 apresentaram algum tipo de problema. São 15 a menos do que em agosto.
O teor de biodiesel segue como o problema mais comum do diesel brasileiros. 42,7% dos problemas identificados pela rede de laboratórios coordenada pela ANP tinha relação com a mistura. Apesar do aumento da mistura obrigatória, esse valor é um pouco melhor do que em agosto quando 43,6% dos vícios de qualidade estavam relacionados ao biodiesel.
Mapa
O mapa das fiscalizações não teve mudanças em setembro. A lista das unidades da federação monitoradas pelo PMQC se manteve idêntica à do mês anterior com amostras coletadas em 19 estados.
Em 14 estados, houve melhora nos indicadores de qualidade. Em quatro houve piora. Já no Rio Grande do Sul o resultado ficou estável.
O Distrito Federal foi – de longe – o pior em termos de qualidade. Cerca de 21,6% das amostras coletadas em setembro estavam fora dos padrões exigidos pela ANP, um aumento de 8,5 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
O maior avanço aconteceu no Maranhão, onde o indicador caiu de 11,1% em agosto para menos de 2,5% em setembro.
Em sete estados brasileiros – Amapá, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Sergipe – não foram constatados problemas de qualidade com o diesel vendido.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com