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Não conformidade do diesel se manteve em patamar elevado em março

Mesmo com melhora de um ponto percentual frente ao resultado de fevereiro, o resultado em março foi o 5º pior no histórico

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Apesar de ter apresentado uma melhora considerável no indicador em relação ao mês de fevereiro, o mercado brasileiro segue consumindo um combustível muito ruim. Segundo os números da edição mais recente do boletim do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), a não conformidade do óleo diesel se manteve em preocupantes 5,3% ao longo do mês de março.

Não fossem pelos 6,3% registrados no mês anterior, não haveria o que comemorar. Em termos absolutos, março de 2021 teve o quinto pior indicador mensal da qualidade do diesel nos 159 meses que se passaram desde que a adição de biodiesel passou a ser obrigatória em 2008.

Apesar de ter apresentado uma melhora considerável no indicador em relação ao mês de fevereiro, o mercado brasileiro segue consumindo um combustível muito ruim. Segundo os números da edição mais recente do boletim do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), a não conformidade do óleo diesel se manteve em preocupantes 5,3% ao longo do mês de março.

Não fossem pelos 6,3% registrados no mês anterior, não haveria o que comemorar. Em termos absolutos, março de 2021 teve o quinto pior indicador mensal da qualidade do diesel nos 159 meses que se passaram desde que a adição de biodiesel passou a ser obrigatória em 2008.

A virada para pior na qualidade do diesel consumido pelos brasileiros começou em dezembro passado quando o a não conformidade – indicador que descreve o percentual de amostras coletadas pela rede que forma o PMQC que terminaram reprovadas – saiu de um período de melhoria iniciado em meados de 2019. No entanto, a piora mais substancial aconteceu em fevereiro quando o número mais do que dobrou num único mês.

Cobertura menor

Em março, a rede de laboratórios que formam o PMQC coletou 1.993 amostras de óleo diesel. Destas 105 amostras apresentaram um – ou mais – problema de qualidade.

O número já revela uma queda considerável na cobertura do programa. A quantidade de amostras coletadas no mês passado foi o menor desde maio de maio de 2020. Dois estados brasileiros – Amapá e Rio Grande do Sul – não foram monitorados em março.

Com isso, o PMQC coletou informações sobre menos de 72,7% do mercado total de diesel do país. Um mês antes, a cobertura passava dos 79,1%.

No mês passado, o pior diesel foi o consumido em São Paulo. O estado amargou 13,1% de não conformidade. Embora, seja ligeiramente melhor do que os 13,3% de fevereiro, o estado não costuma ter indicadores tão ruins – a última vez em que a não conformidade do mercado paulista superou dois dígitos havia sido em abril de 2017.
Das 245 amostras coletadas em postos e bases distribuidoras de São Paulo,
32 acabaram reprovadas pela ANP. Grosso modo, isso corresponde a um terço das reprovações totais no país como um todo.

No total de amostras reprovadas, foram identificadas 116 falhas de qualidade – uma mesma amostra pode falhar em mais de um quesito. A falha mais comum diz respeito ao teor de biodiesel com 54 ocorrências no total.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
 

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