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Tecnologia supercrítica barateia biocombustível de algas

AlgasPNLL 200114O Pacific Northwest National Laboratory (PNLL) desenvolveram um sistema que usa água em estado supercrítico para transformar algas em biocombustíveis .
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O Pacific Northwest National Laboratory (PNLL) desenvolveram um sistema que usa água em estado supercrítico para transformar algas em biocombustíveis .

AlgasPNLL 200114
Embora muitos pesquisadores tenham tido sucesso em produzir biocombustível a partir de algas, a viabilidade financeira do processo ainda é um problema. Um grupo de engenheiros do Pacific Northwest National Laboratory (PNLL) – braço do Departamento de Energia dos EUA – pode ter feito um avanço importante para remover esse obstáculo.

A equipe do PNLL desenvolveu um processo de produção contínua que se utiliza água em estado supercrítico – sob temperaturas e pressões elevadas – para transformar a biomassa úmida de algas ainda num tipo de petróleo renovável que pode ser refinado exatamente como o petróleo fóssil. Uma empresa de biocombustíveis, a Genifuel Corp, já licenciou a tecnologia e está trabalhando na construção de uma planta piloto por meio do novo processo.

O processo
Na tecnologia do PNNL, as algas ainda molhadas são bombeadas para dentro da extremidade dianteira de um reator químico. Colocado em funcionamento, o sistema transforma a biomassa em petróleo bruto em menos de uma hora. Segundo os pesquisadores o sistema chega a processar cerca de 1,5 litro de algas por hora. Pode não parecer muito, mas é o que mais se aproxima do tipo de sistema contínuo exigido para produção em escala comercial.

Os coprodutos do processo – água, gás combustível e substâncias como potássio e nitrogênio – também podem ser todos reaproveitados. O potássio e nitrogênio são importantes nutrientes para algas, bem como a água, podendo fomentar o crescimento das espécies cultivadas. Quanto ao gás combustível, ele pode ser queimado para produzir eletricidade ou limpo para produção de gás natural para abastecimento de veículos.

Custo menor
Ao contrário da maioria das tecnologias testadas, a desenvolvida pelos pesquisadores do PNLL não exige a secagem das algas. "Não ter que secar as algas é uma grande vitória, pois implica em redução de custo", observa Douglas Elliott, pesquisador que esteve à frente da iniciativa. A secagem acaba encarecendo o processo de produção de biocombustíveis de algas principalmente porque consome muita energia. 

Outra vantagem da tecnologia do PNLL é que não há necessidade de se romper a membrana celular da alga para extrair os óleos ricos em energia – um processo complexo, que exige uso de solventes como o hexano. No processo desenvolvido pelos pesquisadores, a separação é feita colocando as algas em água muito quente, sob alta pressão. "É algo que se assemelha ao uso de uma panela de pressão. Mas as pressões e temperaturas que usamos são muito maiores", explica Elliott.

Combinando processos conhecidos como liquefação e gaseificação hidrotermais catalíticas, a tecnologia do PNLL consegue, assim, converter a maior parte da biomassa em combustíveis líquidos e gasosos.

O pesquisador-chefe diz que esse sistema de alta pressão não é fácil nem mesmo barato de se construir. Entretanto, a redução de custos observada na contabilidade final mais que compensa o investimento.

"Custo é o grande empecilho para o biocombustível à base de algas", comemora Elliott. "Acreditamos que o processo que criamos irá ajudar a tornar a produção desse tipo de biocombustível muito mais econômica."

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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