Enzima havia sido identificada em uma espécie de bactéria que se alimenta de metano
Um grupo de pesquisadores das Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, descreveu o funcionamento de uma enzima capaz de converter metano em metanol. A descoberta foi divulgada na semana passada na prestigiada revista Science e poderá abrir novas possibilidades para o aproveitamento um dos mais potentes gases de efeito estufa (GEEs).
Um grupo de pesquisadores das Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, descreveu o funcionamento de uma enzima capaz de converter metano em metanol. A descoberta foi divulgada na semana passada na prestigiada revista Science e poderá abrir novas possibilidades para o aproveitamento um dos mais potentes gases de efeito estufa (GEEs).
A enzima havia sido identificada em uma espécie de bactéria que se alimenta de metano gerando metanol como subproduto. Até o momento, no entanto, ninguém sabia como a reação acontecia. Os pesquisadores descobriram que a bactéria produz uma enzima com um único íon de cobre ativo como catalisador do processo.
“A identidade e estrutura dos íons metálicos responsáveis pela catálise se manteve elusiva por décadas”, disse a professora Amy Rosenzweig do Faculdade de Artes e Ciências da Universidade Northwestern.
A ocorrência desse tipo de reação em condição ambiente é sem precedentes. Pelo paradigma atual, a produção de metanol a partir do metano ambientes de alta pressão e temperaturas acima de 1.300ºC.
A expectativa, agora, é que a descoberta permita a criação de processos para a produção de metanol renovável.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com