Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de Granada juntaram forças para otimizar as propriedades de biodiesel fabricado a partir óleos e gorduras residuais (OGRs). Eles descobriram que misturando óleo residual de peixe e óleo de cozinho pós-consumo poderiam aumentar a estabilidade oxidativa do produto final.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de Granada juntaram forças para otimizar as propriedades de biodiesel fabricado a partir óleos e gorduras residuais (OGRs). Eles descobriram que misturando óleo residual de peixe e óleo de cozinho pós-consumo poderiam aumentar a estabilidade oxidativa do produto final.
Na pesquisa, os pesquisadores compararam o desempenho do biodiesel feito a partir de óleo de palma, óleo de cozinha usado e óleo residual de peixe – tanto como matérias-primas puras como em mix fabricados com diversas proporções desses óleos. Embora o óleo de peixe puro tenha se mostrado uma matéria-prima viável para a produção de biodiesel, os pesquisadores descobriram que ele tinha baixa estabilidade oxidativa em função da alta concentração de ácidos graxos poli-insaturados.
Segundo o artigo publicado pelos pesquisadores na edição de maio do periódico científico Fuel Processing Technology, um mix de 42% de óleo de peixe e 58% de óleo de cozinha usado aumenta a estabilidade oxidativa do produto final em 20%.
“A oxidação do biodiesel é indesejável porque ela aumenta a viscosidade e leva a formação de substâncias insolúveis que podem causar o entupimento dos motores”, explica Jesus Garcia Moreno um dos autores do estudo pelo lado espanhol.
Peixe
Embora, hoje em dia, possa ser considerado apenas uma nota de rodapé entre as matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel, o potencial de aproveitamento do óleo residual de peixe na produção de biodiesel tem conseguido atrair certa atenção porque poderia criar incentivos para que a indústria pesqueira melhore suas práticas de gerenciamento de resíduos.
No final de 2012, a Petrobras Biocombustível e o Ministério da Pesca chegaram a assinar um memorando de entendimento para viabilizar um projeto para o aproveitamento dessa matéria-prima. Isso permitiria dar um destino mais adequado às cerca de 3 mil toneladas de vísceras que a piscicultura cearense produz mensalmente.
Também há interesse no biodiesel de óleo de peixe no Vietnã e no Canadá.
Segundo o pesquisador espanhol, o aproveitamento do óleo derivado de resíduos da indústria de pesca pode mesmo ser viável, uma vez que boa parte desse produto não tem qualidade o suficiente para outros mercados de alto valor agregado como a produção de Omega 3 concentrado para a indústria alimentar. “O óleo de peixe de subprodutos pesqueiros pode ter elevada acidez em função da rápida deterioração a que essa matéria-prima está submetida”, diz o cientista.
O resumo do paper publicado pelo grupo de cientistas pode ser conferido clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de Granada juntaram forças para otimizar as propriedades de biodiesel fabricado a partir óleos e gorduras residuais (OGRs). Eles descobriram que misturando óleo residual de peixe e óleo de cozinho pós-consumo poderiam aumentar a estabilidade oxidativa do produto final.
Na pesquisa, os pesquisadores compararam o desempenho do biodiesel feito a partir de óleo de palma, óleo de cozinha usado e óleo residual de peixe – tanto como matérias-primas puras como em mix fabricados com diversas proporções desses óleos. Embora o óleo de peixe puro tenha se mostrado uma matéria-prima viável para a produção de biodiesel, os pesquisadores descobriram que ele tinha baixa estabilidade oxidativa em função da alta concentração de ácidos graxos poli-insaturados.
Segundo o artigo publicado pelos pesquisadores na edição de maio do periódico científico Fuel Processing Technology, um mix de 42% de óleo de peixe e 58% de óleo de cozinha usado aumenta a estabilidade oxidativa do produto final em 20%.
“A oxidação do biodiesel é indesejável porque ela aumenta a viscosidade e leva a formação de substâncias insolúveis que podem causar o entupimento dos motores”, explica Jesus Garcia Moreno um dos autores do estudo pelo lado espanhol.
Peixe
Embora, hoje em dia, possa ser considerado apenas uma nota de rodapé entre as matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel, o potencial de aproveitamento do óleo residual de peixe na produção de biodiesel tem conseguido atrair certa atenção porque poderia criar incentivos para que a indústria pesqueira melhore suas práticas de gerenciamento de resíduos.
No final de 2012, a Petrobras Biocombustível e o Ministério da Pesca chegaram a assinar um memorando de entendimento para viabilizar um projeto para o aproveitamento dessa matéria-prima. Isso permitiria dar um destino mais adequado às cerca de 3 mil toneladas de vísceras que a piscicultura cearense produz mensalmente.
Também há interesse no biodiesel de óleo de peixe no Vietnã e no Canadá.
Segundo o pesquisador espanhol, o aproveitamento do óleo derivado de resíduos da indústria de pesca pode mesmo ser viável, uma vez que boa parte desse produto não tem qualidade o suficiente para outros mercados de alto valor agregado como a produção de Omega 3 concentrado para a indústria alimentar. “O óleo de peixe de subprodutos pesqueiros pode ter elevada acidez em função da rápida deterioração a que essa matéria-prima está submetida”, diz o cientista.
O resumo do paper publicado pelo grupo de cientistas pode ser conferido clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com