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Governo dos EUA vai investir US$ 10 mi no aprimoramento da cana-óleo

Projeto de pesquisa vai receber investimento de cinco anos do Departamento de Energia do governo norte-americano.
BiodieselBR.com 2 min de leitura

O Departamento de Energia (DOE) do governo dos Estados Unidos anunciou no começo dessa semana que vai investir US$ 10,6 milhões ao longo dos próximos cinco anos para viabilizar o melhoramento da chama cana-óleo. Trata-se de uma nova variedade da cana-de-açúcar que foi geneticamente modificada por cientistas da Universidade do Illinois para acumular óleo em suas folhas e caules.

O Departamento de Energia (DOE) do governo dos Estados Unidos anunciou no começo dessa semana que vai investir US$ 10,6 milhões ao longo dos próximos cinco anos para viabilizar o melhoramento da chama cana-óleo. Trata-se de uma nova variedade da cana-de-açúcar que foi geneticamente modificada por cientistas da Universidade do Illinois para acumular óleo em suas folhas e caules.

A nova variedade de cana vem sendo desenvolvida há alguns anos sob o guarda-chuva da Agência de Projetos Avançados de Pesquisa em Energia (ARPA-E, na sigla em inglês), braço do DOE responsável pelo financiamento de projetos de pesquisas consideradas como de alto risco e grande potencial de retorno que opera em moldes parecidos com os da DARPA do Departamento de Defesa dos EUA.

As variedades naturais da cana têm teor de óleo de aproximadamente 0,05% pequeno demais para qualquer aproveitamento prático. Desde que começaram a trabalhar em sua nova variedade otimizada para a produção de óleo vegetal, no entanto, os pesquisadores da Universidade do Illinois já conseguiram obter exemplares capazes de acumular até 13% de óleo – com média de 8%.

Os pesquisadores acreditam que podem elevar esse número para perto de 20%. Considerando uma produtividade de 72,6 toneladas por hectare plantado – a mesma que o Brasil apresentou na safra 2016/17 – teríamos uma produção de óleo de aproximadamente 14,5 toneladas. Para fins de comparação, usando os números da safra passada, a soja produziu menos de 640 quilos de óleo para cada hectare plantado no Brasil.

A nova etapa do projeto de pesquisa vai somar esforços da Universidade do Illinois, Laboratório Nacional Brookhaven, Universidade da Flórida e Universidade Estadual do Mississippi.

“Redirecionar essas plantas para produzir óleo ao invés de açúcar tornará possível tirar proveito de sua elevada produtividade para fabricar biodiesel e bioquerosene para aviação”, afirma o professor de biologia vegetal, Li-Qing Chen, um dos responsáveis pela descoberta.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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