
Um relatório inédito sobre os benefícios ambientais do biodiesel foi apresentado na reunião Câmara Setorial do Biodiesel acontecida na última quarta.
Nessa quarta (17), os membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel estiveram reunidos na sede da Ubrabio – o encontro seria na sede do Ministério da Agricultura, mas uma manifestação levou a uma mudança de última hora –, em Brasília (DF). Durante a reunião, eles puderam conhecer as conclusões de um relatório inédito sobre os benefícios ambientais gerados pela produção e uso do biodiesel.
O documento foi elaborado por um grupo de trabalho (GT) instituído na última reunião da Câmara acontecida no começo de julho. “A ideia foi do Manoel Teixeira Souza Jr. [o chefe-geral da Embrapa Agroenergia] que mencionou que seria interessante montar um grupo de trabalho para estudar cientificamente os benefícios ambientais do biodiesel”, conta o economista da Abiove, Leonardo Zilio, que coordenou esse levantamento. “Nesses três meses realizamos quatro reuniões ao todo”, completa.
Segundo Zilio, o que o grupo fez foi resenhar uma série de estudos científicos e reunir todos os resultados num mesmo relatório. A imagem que surge desse levantamento é a de um biocombustível cujos benefícios ambientais são mais amplos do que se poderia supor.
Emissões
A vantagem mais evidente é a redução nas emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Segundo um estudo divulgado em fevereiro passado aponta que, quando comparado ao diesel mineral puro, o B5 apresenta uma redução de aproximadamente 3,5% no volume de GEEs liberado na atmosfera. “E se chegarmos ao B10 reduziremos as emissões em mais de 7%”, comenta Zilio.
Nas contas do GT, cada ponto percentual de biodiesel a mais no diesel comum retira a mesma quantidade de gás carbônico do ar que seria removida com o plantio de 7,2 milhões de árvores.
Mas não para por aí. O biodiesel também reduz substancialmente a quantidade de poluentes nocivos que os motores diesel produzem – especialmente o material particulado, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. “Segundo a OMS, essas substâncias são responsáveis pela morte de dois milhões de pessoas no mundo todos os anos”, diz Zilio
O único problema seria a quantidade de óxidos de nitrogênio (NOx) gerados que teria um ligeiro aumento com a adição do biodiesel. Mesmo isso poderia seria resolvido com a adoção das novas tecnologias de motores previstas no Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve).
Resíduos
Além da melhoria no perfil de emissões, o biodiesel também permite dar um destino adequado à resíduos como o sebo bovino e o óleo de cozinho usado. “O biodiesel criou um mercado que permite aproveitar de forma muito mais nobre esses materiais. Hoje, metade do sebo bovino vira biodiesel”, diz o entrevistado.
Segundo levantamento do GT, desde o lançamento do PNPB mais de 58 milhões de litros de biodiesel forma produzidos a partir de óleo de cozinha reaproveitado. Sendo que, desses, 40 milhões de litros foram fabricados esse ano – indicando que a produção está engrenando.
“Temos dados da Sabesp que mostram cada litro de óleo usado pode contaminar até 25 mil litros de água. Isso quer dizer que de 2008 até hoje, a indústria de biodiesel evitou que 1,45 trilhões de litros de água fossem poluídos”, comemora.
Isso indica um benefício adicional, já que boa parte das cadeias de matérias-primas usadas na produção de biodiesel estão comprometidas com as boas práticas ambientais. Isso inclui tanto iniciativas de coleta de óleo de cozinha usado que têm se multiplicado por diversas das maiores cidades do país, passando pelos programas de plantio de palma de óleo e chegando até mesmo à Moratória da Soja.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Nessa quarta (17), os membros da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel estiveram reunidos na sede da Ubrabio – o encontro seria na sede do Ministério da Agricultura, mas uma manifestação levou a uma mudança de última hora –, em Brasília (DF). Durante a reunião, eles puderam conhecer as conclusões de um relatório inédito sobre os benefícios ambientais gerados pela produção e uso do biodiesel.
O documento foi elaborado por um grupo de trabalho (GT) instituído na última reunião da Câmara acontecida no começo de julho. “A ideia foi do Manoel Teixeira Souza Jr. [o chefe-geral da Embrapa Agroenergia] que mencionou que seria interessante montar um grupo de trabalho para estudar cientificamente os benefícios ambientais do biodiesel”, conta o economista da Abiove, Leonardo Zilio, que coordenou esse levantamento. “Nesses três meses realizamos quatro reuniões ao todo”, completa.
Segundo Zilio, o que o grupo fez foi resenhar uma série de estudos científicos e reunir todos os resultados num mesmo relatório. A imagem que surge desse levantamento é a de um biocombustível cujos benefícios ambientais são mais amplos do que se poderia supor.
Emissões
A vantagem mais evidente é a redução nas emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Segundo um estudo divulgado em fevereiro passado aponta que, quando comparado ao diesel mineral puro, o B5 apresenta uma redução de aproximadamente 3,5% no volume de GEEs liberado na atmosfera. “E se chegarmos ao B10 reduziremos as emissões em mais de 7%”, comenta Zilio.
Nas contas do GT, cada ponto percentual de biodiesel a mais no diesel comum retira a mesma quantidade de gás carbônico do ar que seria removida com o plantio de 7,2 milhões de árvores.
Mas não para por aí. O biodiesel também reduz substancialmente a quantidade de poluentes nocivos que os motores diesel produzem – especialmente o material particulado, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. “Segundo a OMS, essas substâncias são responsáveis pela morte de dois milhões de pessoas no mundo todos os anos”, diz Zilio
O único problema seria a quantidade de óxidos de nitrogênio (NOx) gerados que teria um ligeiro aumento com a adição do biodiesel. Mesmo isso poderia seria resolvido com a adoção das novas tecnologias de motores previstas no Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve).
Resíduos
Além da melhoria no perfil de emissões, o biodiesel também permite dar um destino adequado à resíduos como o sebo bovino e o óleo de cozinho usado. “O biodiesel criou um mercado que permite aproveitar de forma muito mais nobre esses materiais. Hoje, metade do sebo bovino vira biodiesel”, diz o entrevistado.
Segundo levantamento do GT, desde o lançamento do PNPB mais de 58 milhões de litros de biodiesel forma produzidos a partir de óleo de cozinha reaproveitado. Sendo que, desses, 40 milhões de litros foram fabricados esse ano – indicando que a produção está engrenando.
“Temos dados da Sabesp que mostram cada litro de óleo usado pode contaminar até 25 mil litros de água. Isso quer dizer que de 2008 até hoje, a indústria de biodiesel evitou que 1,45 trilhões de litros de água fossem poluídos”, comemora.
Isso indica um benefício adicional, já que boa parte das cadeias de matérias-primas usadas na produção de biodiesel estão comprometidas com as boas práticas ambientais. Isso inclui tanto iniciativas de coleta de óleo de cozinha usado que têm se multiplicado por diversas das maiores cidades do país, passando pelos programas de plantio de palma de óleo e chegando até mesmo à Moratória da Soja.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com