Descarbonizar o setor de transportes será principal o foco de uma iniciativa apoiada por um grupo de 12 países sob a liderança do Brasil que deverá ser lançada na semana que vem. Chamada Plataforma do Biofuturo, o projeto será anunciado formalmente na quarta-feira (16) durante a 22ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 22) que foi aberta nessa segunda-feira (07) na cidade marroquina de Marrakesh.
Descarbonizar o setor de transportes será principal o foco de uma iniciativa apoiada por um grupo de 12 países sob a liderança do Brasil que deverá ser lançada na semana que vem. Chamada Plataforma do Biofuturo, o projeto será anunciado formalmente na quarta-feira (16) durante a 22ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 22) que foi aberta nessa segunda-feira (07) na cidade marroquina de Marrakesh.
Além do Brasil, a lista de signatários da iniciativa inclui outros pesos pesados da economia – e emissões – global como: Estados Unidos, China e Índia
O setor de transportes representa aproximadamente 23% das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) relacionados ao consumo de energia e vem se mostrando relativamente avesso a mudanças bruscas. Ao contrário do segmento de geração de eletricidade no qual soluções tecnológicas limpas vêm ganhando tração nos últimos anos de forma mais acelerada.
A ideia é desenvolver um esforço internacional e multissetorial de forma coordenada para chegar o quanto antes a alternativas de baixo carbono que tenham elevado poder de escalabilidade.
Química verde
O nome do projeto dá a entender que o foco inicial será na promoção de biocombustíveis e bioenergia. Embora essa tenha sido uma das primeiras alternativas para reduzir as emissões no setor de transportes, mais recentemente diversos países vêm apontando na direção de mudanças mais profundas como a substituição dos motores de combustão interna por eletricidade. Holanda, Alemanha e Suécia já acenaram nessa direção.
Documentos sobre a iniciativa aos quais site especializado em biocombustíveis Biofuelsdigest no entanto informam que “os combustíveis de baixo carbono são a alternativa mais rápida para reduzir a intensidade de carbono no setor de transportes sem esperar por mudanças na frota e na infraestrutura. A Plataforma do Biofuturo espera ajudar a superar essa brecha promovendo coordenação política e elevando promover esse tema na agenda global”.
Também há a expectativa de avançar em outros segmentos que hoje ainda dependem fortemente do petróleo como a produção de plásticos e produtos químicos. ‘
Até o momento a lista dos países fundadores da Plataforma do Biofuturo, além do próprio Brasil, inclui: China, Dinamarca, Egito, Estados Unidos, Finlândia, Índia, Itália, Marrocos, Paraguai, Suécia e Uruguai. Além destes, África do Sul, Argentina, Canadá, Filipinas, França, Holanda, Indonésia, Moçambique, Reino Unido, Senegal e Tailândia, estão negociando sua adesão.
Na quinta-feira passada (03), o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho que será o principal negociador do governo brasileiro no COP 22 deu uma entrevista à RFI falando adiantando informações sobre a Plataforma do Biofuturo. Ouça aqui (a partir de 5’50):
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Descarbonizar o setor de transportes será principal o foco de uma iniciativa apoiada por um grupo de 12 países sob a liderança do Brasil que deverá ser lançada na semana que vem. Chamada Plataforma do Biofuturo, o projeto será anunciado formalmente na quarta-feira (16) durante a 22ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 22) que foi aberta nessa segunda-feira (07) na cidade marroquina de Marrakesh.
Além do Brasil, a lista de signatários da iniciativa inclui outros pesos pesados da economia – e emissões – global como: Estados Unidos, China e Índia
O setor de transportes representa aproximadamente 23% das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) relacionados ao consumo de energia e vem se mostrando relativamente avesso a mudanças bruscas. Ao contrário do segmento de geração de eletricidade no qual soluções tecnológicas limpas vêm ganhando tração nos últimos anos de forma mais acelerada.
A ideia é desenvolver um esforço internacional e multissetorial de forma coordenada para chegar o quanto antes a alternativas de baixo carbono que tenham elevado poder de escalabilidade.
Química verde
O nome do projeto dá a entender que o foco inicial será na promoção de biocombustíveis e bioenergia. Embora essa tenha sido uma das primeiras alternativas para reduzir as emissões no setor de transportes, mais recentemente diversos países vêm apontando na direção de mudanças mais profundas como a substituição dos motores de combustão interna por eletricidade. Holanda, Alemanha e Suécia já acenaram nessa direção.
Documentos sobre a iniciativa aos quais site especializado em biocombustíveis Biofuelsdigest no entanto informam que “os combustíveis de baixo carbono são a alternativa mais rápida para reduzir a intensidade de carbono no setor de transportes sem esperar por mudanças na frota e na infraestrutura. A Plataforma do Biofuturo espera ajudar a superar essa brecha promovendo coordenação política e elevando promover esse tema na agenda global”.
Também há a expectativa de avançar em outros segmentos que hoje ainda dependem fortemente do petróleo como a produção de plásticos e produtos químicos. ‘
Até o momento a lista dos países fundadores da Plataforma do Biofuturo, além do próprio Brasil, inclui: China, Dinamarca, Egito, Estados Unidos, Finlândia, Índia, Itália, Marrocos, Paraguai, Suécia e Uruguai. Além destes, África do Sul, Argentina, Canadá, Filipinas, França, Holanda, Indonésia, Moçambique, Reino Unido, Senegal e Tailândia, estão negociando sua adesão.
Na quinta-feira passada (03), o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho que será o principal negociador do governo brasileiro no COP 22 deu uma entrevista à RFI falando adiantando informações sobre a Plataforma do Biofuturo. Ouça aqui (a partir de 5’50):
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com