Novo Boletim Mensal do Biodiesel que a ANP publicou na manhã de hoje (03) trouxe mostra queda no óleo de soja e um crescimento inesperado no uso da gordura de frango.
Geralmente irrisória, a matéria-prima ficou com o lugar do ranking.

Depois de sete meses seguidos – desde dezembro do ano passado –, a trajetória ascendente, em julho a participação do óleo de soja entre as matérias-primas mais usadas pela indústria do biodiesel regrediu e fechou o mês com 77,2% do mercado. No entanto, é só a segunda novidade mais interessante que novo Boletim Mensal do Biodiesel que a ANP publicou na manhã de hoje (03) trouxe. O fato mais relevante é a surpreendente participação da gordura de frango que ficou com quase 3,9% do mercado e abocanhou o terceiro lugar do ranking.
No geral, a gordura de frango registra participações na segunda casa decimal. Mas, dessa vez, foi a estrela do mês com um salto impressionante. Especialmente se considerarmos que, em julho, a indústria bateu seu recorde de produção mensal com 302,1 milhões de litros fabricados.
De um mês para o outro, a participação da gordura de frango se multiplicou por 77 vezes e ficou com 11,7 milhões de litros. Essa arrancada foi puxada principalmente pelas usinas da Região Sul onde a gordura de frango correspondeu a 10% das matérias-primas utilizadas.
Em maio, a gordura de frango já havia mostrado um crescimento considerável. Naquele mês, essa matéria-prima havia ficado com 2,07% do mercado nacional. Contudo, como logo no mês seguinte, a participação voltou a irrisórios 0,05%, a impressão é que aquela havia sido um ponto fora da curva.
Soja
Na contramão, o óleo de soja perdeu pouco mais de 3 pontos percentuais no intervalo de um mês. O mercado absorveu 212,8 milhões de litros desta matéria-prima o que exigiu o esmagamento de 1,1 milhão de toneladas de grão.
O sebo bovino, que já vinha computando quedas consecutivas, também perdeu espaço. Em julho, a aplicação do principal resíduo da indústria frigorífica na produção de biodiesel foi de 15,64%, o que representa uma superior a quatro pontos percentuais retração em relação à contribuição no mês anterior. Foram produzidos 47,2 milhões de litros.
Em seguida, aparece “Materiais Graxos”, que se manteve dentro da média ao cravar uma contribuição pouco inferior a 1,1%.
Apesar da rasteira que tomou da gordura de frango, que o arrastou para a quinta colocação, o óleo de algodão conseguiu assegurar a sua participação no mix na casa do 1%. Ao menos por enquanto, ele manteve a terceira colocação no ranking de matérias-primas para o ano de 2014 com uma participação de quase 1,3% no ano com 22,9 milhões de litros.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Geralmente irrisória, a matéria-prima ficou com o lugar do ranking.

Depois de sete meses seguidos – desde dezembro do ano passado –, a trajetória ascendente, em julho a participação do óleo de soja entre as matérias-primas mais usadas pela indústria do biodiesel regrediu e fechou o mês com 77,2% do mercado. No entanto, é só a segunda novidade mais interessante que novo Boletim Mensal do Biodiesel que a ANP publicou na manhã de hoje (03) trouxe. O fato mais relevante é a surpreendente participação da gordura de frango que ficou com quase 3,9% do mercado e abocanhou o terceiro lugar do ranking.
No geral, a gordura de frango registra participações na segunda casa decimal. Mas, dessa vez, foi a estrela do mês com um salto impressionante. Especialmente se considerarmos que, em julho, a indústria bateu seu recorde de produção mensal com 302,1 milhões de litros fabricados.
De um mês para o outro, a participação da gordura de frango se multiplicou por 77 vezes e ficou com 11,7 milhões de litros. Essa arrancada foi puxada principalmente pelas usinas da Região Sul onde a gordura de frango correspondeu a 10% das matérias-primas utilizadas.
Em maio, a gordura de frango já havia mostrado um crescimento considerável. Naquele mês, essa matéria-prima havia ficado com 2,07% do mercado nacional. Contudo, como logo no mês seguinte, a participação voltou a irrisórios 0,05%, a impressão é que aquela havia sido um ponto fora da curva.
Soja
Na contramão, o óleo de soja perdeu pouco mais de 3 pontos percentuais no intervalo de um mês. O mercado absorveu 212,8 milhões de litros desta matéria-prima o que exigiu o esmagamento de 1,1 milhão de toneladas de grão.
O sebo bovino, que já vinha computando quedas consecutivas, também perdeu espaço. Em julho, a aplicação do principal resíduo da indústria frigorífica na produção de biodiesel foi de 15,64%, o que representa uma superior a quatro pontos percentuais retração em relação à contribuição no mês anterior. Foram produzidos 47,2 milhões de litros.
Em seguida, aparece “Materiais Graxos”, que se manteve dentro da média ao cravar uma contribuição pouco inferior a 1,1%.
Apesar da rasteira que tomou da gordura de frango, que o arrastou para a quinta colocação, o óleo de algodão conseguiu assegurar a sua participação no mix na casa do 1%. Ao menos por enquanto, ele manteve a terceira colocação no ranking de matérias-primas para o ano de 2014 com uma participação de quase 1,3% no ano com 22,9 milhões de litros.
Cátia Franco – BiodieselBR.com