Dianteira da oleaginosa no mercado de matérias-primas usadas na produção de biodiesel vem sofrendo erosão
A participação da soja no mercado de biodiesel abriu o ano em queda. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em janeiro um pouco menos de 66,3% do biodiesel fabricado no Brasil foi feito a partir de óleo de soja. Um ano antes o percentual havia sido de 67% cravados.
No total foram 309,4 milhões de litros de biodiesel produzido a partir do principal produto da agricultura brasileira.
A participação da soja no mercado de biodiesel abriu o ano em queda. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em janeiro um pouco menos de 66,3% do biodiesel fabricado no Brasil foi feito a partir de óleo de soja. Um ano antes o percentual havia sido de 67% cravados.
No total foram 309,4 milhões de litros de biodiesel produzido a partir do principal produto da agricultura brasileira.
O número indica que setor continua em seu lento processo de migração de uma matriz muito dependente da soja para outra um pouco mais diversificada. No ano passado, pela primeira vez desde que a ANP começou a divulgar dados sobre o consumo de matérias-primas do setor de biodiesel, o óleo de soja ficou abaixo de 70%.
Nos últimos cinco anos – 2015 a 2019 – o óleo de soja abriu o ano com uma participação média acima de 68,8%.
Alternativas
O sebo bovino e as matérias-primas desconhecidas (que aparecem nas planilhas da ANP com o nome ‘outros materiais graxos’) seguem em sua disputa particular pela segunda posição na preferência dos fabricantes de biodiesel.
No último mês, o sebo manteve sua tradicional a segunda colocação do mercado. A fatia do biodiesel produzido a partir do subproduto da indústria de processamento de bovinos superou os 12,5%. Foram 58,6 milhões de litros.
Já as desconhecidas reverteram dois meses relativamente fracos e ficaram com 11,6% do mercado em janeiro. Isso representa 54,2 milhões de litros de biodiesel produzido a partir desta família de óleos e gorduras não especificados pelas usinas.
Com isso, o conjunto das matérias-primas que costumam ter fatias menores do mercado somou 9,6% do total; o equivalente a 35,9 milhões de litros de biodiesel. No somatório geral do histórico da ANP, esse grupo de matérias–primas tem participação de 3,6%.
Processamento
O consumo de óleo de soja pelas usinas de biodiesel em janeiro demandou o esmagamento de 1,48 milhão de toneladas do grão.
Esse volume é 3,4% maior do que o processado em janeiro de 2019.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com