BiodieselBR
Publicidade

Soja retoma participação e disputa aumenta entre minoritárias

Está ficando para trás o tempo em que a indústria se resumia a soja, sebo e algodão. Há cada vez mais movimento entre as matérias-primas minoritárias.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Está ficando para trás o tempo em que a indústria de biodiesel se resumia a soja, sebo e algodão. Embora as duas primeiras continuem firmemente agarradas aos primeiros lugares do pódio – a soja, inclusive, aumentou sua margem de liderança –, entre as matérias-primas minoritárias há cada vez mais movimentação.

Está ficando para trás o tempo em que a indústria de biodiesel se resumia a soja, sebo e algodão. Embora as duas primeiras continuem firmemente agarradas aos primeiros lugares do pódio – a soja, inclusive, aumentou sua margem de liderança –, entre as matérias-primas minoritárias há cada vez mais movimentação.

Em março, por exemplo, três matérias-primas que, tradicionalmente, ficavam abaixo do radar tiveram participação acima de um ponto percentual: outros materiais graxos (1,9%), gordura de porco (1%) e óleo de palma (1,2%). O óleo de algodão, no entanto, recuou para menos de 0,9% de participação.

Cabe aqui um parêntese. Já passou do tempo da ANP permitir que outros materiais graxos seja aceito como um tipo de matéria-prima a ser informada pelas usinas. No começo do programa a falta de controle e conhecimento dos envolvidos justificava esse enquadramento. A ANP precisa exigir que a usina informe exatamente o que são esses outros materiais graxos.

No caso da gordura suína o volume de biodiesel fabricado chegou a 2,6 milhões de litros. Embora nem faça tanto tempo desde a última vez em que essa matéria-prima ultrapassou a marca – em dezembro passado ela computou 1,25% – esse é um feito bastante raro com apenas quatro registros em nove anos de histórico apresentados pelo BiodieselDATA. Antes disso, só entre janeiro e fevereiro de 2013, a participação havia superado 1%.

Já no caso da sempre promissora palma-de-óleo, tivemos uma queda. A fatia se reduziu do 1,5% em fevereiro para 1,2% em março com uma produção absoluta de 3,8 milhões de litros.

Desde 2013, a palma não tinha dois meses seguidos de participação acima de 1%.

O “outros matérias graxos” também teve queda ficando com 1,9% de participação no mercado de biodiesel no mês de março. A produção chegou perto dos 6,2 milhões de litros.

Concentração

Descontando a soja e o sebo, as minoritárias ficaram com uma parcela de 5,6% do volume mensal de produção de biodiesel – no mês passado fora 7,1%. Isso equivale a 18 milhões de litros de biodiesel fabricado a partir de fontes alternativas de óleos e gorduras contra 21,3 milhões em fevereiro.

Com isso, as campeãs absolutas do segmento – a soja e o sebo – continuam firmes em suas posições.

No caso da soja, o mês foi de crescimento. A principal matéria-prima da indústria de biodiesel ficou com uma fatia de 75,2% – aproximadamente três pontos percentuais acima do resultado do mês anterior.
A indústria consumiu um total de 253 milhões de litros de óleo de soja. Isso exigiu o processamento de 1,2 milhão de toneladas do grão para abastecer o mercado de biocombustível.

Já o sebo manteve a trajetória de queda e ficou com 16,1% do mercado, a menor participação desde dezembro de 2015. No período, foram fabricados 52,1 milhões de litros de biodiesel a partir dessa fonte de gordura.

O sebo foi a matéria-prima dominante no Sudeste onde representou 58,5% do mercado regional.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
 

<iframe class='highcharts-iframe' src='/cloud.highcharts.com/embed/ojagev' style='border: 0; width: 100%; height: 500px'></iframe>

Compartilhar: