Dados da ANP mostram continuidade na queda da participação da soja e aumento de matérias-primas alternativas no mês de outubro.
Depois de uma breve recuperação no mês passado – quando cravou 78,5% – a soja retomou sua trajetória de queda no mix de matérias-primas do biodiesel. Segundo dados da ANP, em outubro a produção das usinas brasileiras usou 75,5% de óleo de soja. Essa foi a menor participação para este tipo de óleo vegetal desde fevereiro.
Depois de uma breve recuperação no mês passado – quando cravou 78,5% – a soja retomou sua trajetória de queda no mix de matérias-primas do biodiesel. Segundo dados da ANP, em outubro a produção das usinas brasileiras usou 75,5% de óleo de soja. Essa foi a menor participação para este tipo de óleo vegetal desde fevereiro.
No mês, foram fabricados 257,5 milhões de litros de biodiesel com óleo de soja. Isso representa o equivalente em óleo ao esmagamento de 1,2 milhões de toneladas do grão. No ano, já são 2,47 bilhões de litros de biodiesel de soja fabricados e 11,8 milhões de toneladas de soja processadas.
Dos 3,18 bilhões de litros de biodiesel produzidos no Brasil até outubro, 77,7% foram feitos a partir da soja.
Particularidades
Este ano, a soja teve sua maior participação na produção de biodiesel em abril com 81,2%. De lá para cá, ela vem caindo de forma relativamente consistente.
Comparado com os anos anteriores, o pico aconteceu um pouco antes do costumeiro – em 2015 o ápice mês foi julho enquanto em 2014 e 2013 foi em junho. A queda subsequente, em compensação, está mais suave. Em 2016, tivemos as maiores participações para a soja em setembro e outubro dos últimos quatro anos.
Também chama a atenção o fato de que o sebo não tem conseguido manter o mesmo nível de participação de outros anos. Em outubro, saíram das usinas 44,6 milhões de litros de biodiesel de sebo o que representa 13,1% do produzido ao longo do período.
No ano, o biodiesel de sebo representou 15,4% do mercado. Com menos de dois meses para o encerramento das contas do ano o número ainda está bem abaixo dos 19,3% de 2015.
Dinamismo
Em compensação, daí para baixo o mercado tem mostrado bastante dinamismo. Descontada a soja e o sebo, tivemos, em outubro, 11,4% do mercado atendido por matérias-primas alternativas. Foram 37,2 milhões de litros.
O grande destaque tem sido a categoria “outros materiais graxos” representou 23,8 milhões de litros produzidos ficando com inéditos 7% do mercado em outubro.
Desde julho, mês em que deu um repentino salto de produção, essa matéria-prima vem batendo subsequentes recordes de produção e participação de mercado.
Também temos boas notícias para o óleo de algodão que, embora ainda esteja muito longe de recuperar seu tradicional terceiro lugar, vem fazendo uma surpreendente corrida de recuperação. Em maio o algodão quase zerou sua presença no mercado e, agora, já chega a 2% com 6,9 milhões de litros de biodiesel fabricados.
Nas contas do ano, temos cinco matérias-primas – soja, sebo, algodão, gordura de porco e outros materiais graxos – acima ou muito perto de alcançar a marca de um ponto percentual do mercado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Depois de uma breve recuperação no mês passado – quando cravou 78,5% – a soja retomou sua trajetória de queda no mix de matérias-primas do biodiesel. Segundo dados da ANP, em outubro a produção das usinas brasileiras usou 75,5% de óleo de soja. Essa foi a menor participação para este tipo de óleo vegetal desde fevereiro.
No mês, foram fabricados 257,5 milhões de litros de biodiesel com óleo de soja. Isso representa o equivalente em óleo ao esmagamento de 1,2 milhões de toneladas do grão. No ano, já são 2,47 bilhões de litros de biodiesel de soja fabricados e 11,8 milhões de toneladas de soja processadas.
Dos 3,18 bilhões de litros de biodiesel produzidos no Brasil até outubro, 77,7% foram feitos a partir da soja.
Particularidades
Este ano, a soja teve sua maior participação na produção de biodiesel em abril com 81,2%. De lá para cá, ela vem caindo de forma relativamente consistente.
Comparado com os anos anteriores, o pico aconteceu um pouco antes do costumeiro – em 2015 o ápice mês foi julho enquanto em 2014 e 2013 foi em junho. A queda subsequente, em compensação, está mais suave. Em 2016, tivemos as maiores participações para a soja em setembro e outubro dos últimos quatro anos.
Também chama a atenção o fato de que o sebo não tem conseguido manter o mesmo nível de participação de outros anos. Em outubro, saíram das usinas 44,6 milhões de litros de biodiesel de sebo o que representa 13,1% do produzido ao longo do período.
No ano, o biodiesel de sebo representou 15,4% do mercado. Com menos de dois meses para o encerramento das contas do ano o número ainda está bem abaixo dos 19,3% de 2015.
Dinamismo
Em compensação, daí para baixo o mercado tem mostrado bastante dinamismo. Descontada a soja e o sebo, tivemos, em outubro, 11,4% do mercado atendido por matérias-primas alternativas. Foram 37,2 milhões de litros.
O grande destaque tem sido a categoria “outros materiais graxos” representou 23,8 milhões de litros produzidos ficando com inéditos 7% do mercado em outubro.
Desde julho, mês em que deu um repentino salto de produção, essa matéria-prima vem batendo subsequentes recordes de produção e participação de mercado.
Também temos boas notícias para o óleo de algodão que, embora ainda esteja muito longe de recuperar seu tradicional terceiro lugar, vem fazendo uma surpreendente corrida de recuperação. Em maio o algodão quase zerou sua presença no mercado e, agora, já chega a 2% com 6,9 milhões de litros de biodiesel fabricados.
Nas contas do ano, temos cinco matérias-primas – soja, sebo, algodão, gordura de porco e outros materiais graxos – acima ou muito perto de alcançar a marca de um ponto percentual do mercado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com