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Sebo volta a ter lugar ameaçado entre matérias-primas do biodiesel

Segundo dados divulgados pela ANP, a disputa entre o sebo e os ‘outros materiais graxos’ recrudesceu em maio com ambas ficando com cerca de 12% do mercado.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
A disputa entre o sebo e os ‘outros materiais graxos’ voltou a recrudescer em maio. Segundo dados divulgados pela ANP, o sebo só conseguiu se segurar na vice-liderança no ranking das matérias-primas mais consumidas pelas usinas brasileiras no mês de maio por míseros 0,1%. Foram 12,1% para a primeira enquanto a segunda ficou com pouco com 12% cravados – uma diferença de apenas 400 mil litros.

A disputa entre o sebo e os ‘outros materiais graxos’ voltou a recrudescer em maio. Segundo dados divulgados pela ANP, o sebo só conseguiu se segurar na vice-liderança no ranking das matérias-primas mais consumidas pelas usinas brasileiras no mês de maio por míseros 0,1%. Foram 12,1% para a primeira enquanto a segunda ficou com pouco com 12% cravados – uma diferença de apenas 400 mil litros.

A conformação do mercado de matérias-primas do biodiesel brasileiro vem mudando de forma notável. O segmento que, durante anos, foi dominado pela soja, sebo e algodão – sempre nessa ordem – ganhou outra feição. Primeiro tivemos o virtual desaparecimento do óleo de algodão que, desde a virada do ano, não conseguiu ultrapassar a barreira de 1% de participação na produção mensal das usinas uma única vez.

Em abril, o algodão realmente sumiu das estatísticas oficiais da ANP. Agora ele retornou, mas com uma participação mínima – apenas 0,01%.

Rali

A segunda surpresa é a ascensão da categoria ‘outros materiais graxos’ que, desde julho de 2016, vem ganhando espaço no mercado de forma consistente.

Em março, ele surpreendeu o mercado de tomou do sebo bovino o segundo lugar na preferência das usinas pela primeira vez na história do setor. Em abril, o sebo reagiria e retomaria a segunda colocação.

Agora, ambos aparecem virtualmente empatados. Considerando que, em maio, a produção total de biodiesel pelas usinas foi de quase 370 milhões de litros, tivemos 44,7 milhões de litros de biodiesel de sebo contra 44,3 milhões de litros feitos com biodiesel de ‘outros’.

Minoritárias

Outras fontes de óleos e gorduras que, antes, ocupavam apenas papeis muito secundários no mercado ganharam musculatura.

É o caso da gordura de porco que, até o final de 2015 raramente ultrapassava a marca de 1% do mercado. Desde novembro passado, no entanto, ela passou a ficar sempre acima da marca. Em maio, foram praticamente 1,8% – pequena retração em relação aos 2,1% do mês anterior – com 6,5 milhões de litros de biodiesel fabricados.

Em escala menor, a gordura de frango também aumentou sua participação ao longo dos últimos meses. Em maio, foram 4,1 milhões de litros de biodiesel – cerca de 1,1% do total.

Somando essas duas com o sebo, temos mais de 15% do biodiesel brasileiro – 55,7 milhões de litros – derivado de gorduras animais.

O óleo de cozinha reciclado é outra matéria-prima que ganhou impulso. Em maio ela ficou com 1,8% do mercado total, o que dá cerca de 6,8 milhões de litros fabricados a partir de um material que, tipicamente, seria descartado.

Esse foi o melhor resultado mensal para o óleo reciclado na história do setor.

Soja

Alheia à essa movimentação toda, a soja continua sendo a líder isolada do mercado brasileiro com praticamente 70,9% de participação em maio – uma derrapara de pouco mais de quatro pontos percentuais em relação a abril.

Ao todo foram fabricados 261,7 milhões de litros de biodiesel de soja, o melhor resultado desde junho de 2016 quando a produção foi de 268,7 milhões de litros.

Para atender à demanda do mercado de biodiesel foi necessário processar 1,25 milhão de toneladas de soja em grão.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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