O sebo bovino está de volta a seu tradicional segundo lugar no mix de matérias-primas mais consumidas pelas usinas de biodiesel. Os dados para o mês de abril foram liberados pela ANP e mostram que – depois de levar um grande escorregão em março – o subproduto da indústria frigorífica recuperou uma parte do mercado que havia perdido empurrando os “outros materiais graxos” novamente para a terceira colocação.
O sebo bovino está de volta a seu tradicional segundo lugar no mix de matérias-primas mais consumidas pelas usinas de biodiesel. Os dados para o mês de abril foram liberados pela ANP e mostram que – depois de levar um grande escorregão em março – o subproduto da indústria frigorífica recuperou uma parte do mercado que havia perdido empurrando os “outros materiais graxos” novamente para a terceira colocação.
Depois de perder quase seis pontos percentuais entre fevereiro e março, quando teve apenas 9,3% do mercado (primeira participação inferior a dois dígitos desde agosto de 2011), em abril essa matéria-prima avançou para 12%.
Somando nisso o aumento na produção de biodiesel ocorrido no periodo e o volume fabricado com sebo avançou um terço em um mês, superando a marca dos 41,6 milhões de litros.
Escalada encerrada
Isso acontece ao mesmo tempo o processo de escalada dos “outros materiais graxos” dá seus os primeiros sinais de esgotamento depois de 12 meses. Entre abril de 2016 até março de 2017, esse tipo de matéria-prima avançou de 1,4% para 11,9% do mercado.
Em abril, contudo, o processo deu meia volta. O mês se encerrou e os “outros materiais graxos” ficaram com uma fatia de 8,7% do mercado. Foram menos de 30,3 milhões de litros fabricados no periodo.
O mercado como um todo vem ficando mais concentrado todo ao longo deste ano. Em janeiro, as matérias-primas diferentes do óleo de soja e do sebo bovino haviam ficado com praticamente 20% da demanda das usinas de biodiesel. Foi o ápice de um processo iniciado em junho de 2016 – mês em que esse conjunto de óleos e gorduras tinha apenas 4% do mercado.
Em abril, entretanto, o espaço reservado à essas matérias-primas caiu para 13%. A produção foi de 45,2 milhões de litros.
Não quer dizer que todas as matérias-primas alternativas tenham perdido espaço. O óleo de fritura avançou de 0,3% para 1,1% enquanto a gordura de porco foi de pouco menos de 1,7% para 2,1%
Estabilidade
Toda essa agitação nos andares de baixo não afetaram o óleo de soja. Em abril, a matéria-prima mais relevante para a indústria de biodiesel ficou com 75% do mercado permanecendo praticamente parada em relação aos 74,8% de março.
Com o aumento da produção das usinas, foram fabricados 260,8 milhões de litros de biodiesel de soja, o que demandou a fração de óleo equivalente ao processamento de 1,25 milhão de toneladas do grão.
Foi a maior demanda por parte do setor de biodiesel desde setembro de 2016.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com