Derrapada da demanda do sebo bovino em março garantiu que os 'outros materiais graxos' tomassem, pela primeira vez, a segunda colocação do mercado.
Depois de passar os últimos meses relativamente em baixa – com participação abaixo do patamar de 70% –, o óleo de soja voltou a conquistar a predileção dos fabricantes e fechou o mês de marco com 74,8% do mercado de matérias-primas para a produção de biodiesel.
Depois de passar os últimos meses relativamente em baixa – com participação abaixo do patamar de 70% –, o óleo de soja voltou a conquistar a predileção dos fabricantes e fechou o mês de marco com 74,8% do mercado de matérias-primas para a produção de biodiesel.
Embora esse seja um desenvolvimento interessante, não é ele que torna o resultado de março histórico para o setor de biodiesel. A soja, afinal de contas, continua sendo a líder isolada no mercado de biodiesel com uma participação bem maior que a de todas as concorrentes somadas – as variações dos últimos meses só mostram mudanças no tamanho dessa vantagem.
A grande surpresa vem do fato do sebo ter perdido a segunda posição do mercado tendo sido superada pelos ‘outros materiais graxos’ – 9,3% contra 11,9% respectivamente. Desde que a ANP começou a divulgar os dados sobre o mix de matérias-primas usadas na produção de biodiesel em outubro de 2008, essa é a primeira vez que algo assim acontece.
Derrapada
Essa mudança já vinha se insinuando há alguns meses. Estrela em ascensão do setor, a participação dos ‘outros materiais graxos’ vem subindo sem parar desde meados do ano passado enquanto o sebo entrou numa clara trajetória descendente a partir de novembro passado.
Contudo, em março, o sebo perdeu grande participação. Em fevereiro, a gordura bovina representava 15,1% da produção de biodiesel praticamente seis pontos percentuais acima do resultado de março. Esse foi o terceiro pior resultado para essa matéria-prima no histórico da ANP – acima apenas de agosto de 2011 (7,8%) e julho de 2011 (9%).
Isso se deve principalmente à queda do consumo de sebo pelas usinas do Sudeste. Em fevereiro, ele representava aproximadamente metade do biodiesel fabricado nessa região. Já no mês passado, a participação recuou para menos de 22%. Com menos intensidade, esse processo se repetiu em todas as outras regiões com exceção do Norte, onde 100% da produção foi de sebo.
Já a demanda para os ‘outros materiais graxos’ está concentrada principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste – 19% e 23,6%. Em todas as outras regiões brasileiras a participação ficou abaixo dos 10%.
Volumes
O volume fabricado de biodiesel de sebo em março foi de 31,2 milhões de litros. É um recuo de 20,5% em relação aos 39,2 milhões do periodo anterior.
Enquanto isso, a produção a partir de ‘outros materiais graxos’ atingiu 39,8 milhões de litros. Um recorde para uma matéria prima que pode ser qualquer coisa e a ANP não se preocupa em descobrir o que é.
Já o biodiesel de soja totalizou 250,5 milhões de litros – salto de 45% sobre o resultado de fevereiro. Esse é o melhor resultado mensal desde setembro de 2016 quando a produção de biodiesel de soja foi de 273,6 milhões de litros. Para atender a demanda do mercado de biodiesel de março, foi necessário o esmagamento de 1,2 milhão de toneladas de soja em grão.
Nos primeiros três meses do ano, o setor de biodiesel já demandou o esmagamento de 2,8 milhões de toneladas de soja. Bem abaixo dos 3,4 milhões de toneladas que foram movimentados no primeiro trimestre de 2016.
Minoritárias
Entre as matérias-primas minoritárias utilizadas setor houve uma queda de participação. De 19 milhões de litros em fevereiro, houve recuo para 13,5 milhões de litros em março.
A gordura de porco, por exemplo, que estava em 3,3% em fevereiro caiu quase pela metade ficando com 1,7% em março. Foram 5,6 milhões de litros.
A única que teve uma mudança mais importante foi a gordura de frango que voltou a ultrapassar a barreira de um ponto percentual pela primeira vez desde meados de 2014. Foram 1,3% com 4,3 milhões de litros fabricados em março.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Depois de passar os últimos meses relativamente em baixa – com participação abaixo do patamar de 70% –, o óleo de soja voltou a conquistar a predileção dos fabricantes e fechou o mês de marco com 74,8% do mercado de matérias-primas para a produção de biodiesel.
Embora esse seja um desenvolvimento interessante, não é ele que torna o resultado de março histórico para o setor de biodiesel. A soja, afinal de contas, continua sendo a líder isolada no mercado de biodiesel com uma participação bem maior que a de todas as concorrentes somadas – as variações dos últimos meses só mostram mudanças no tamanho dessa vantagem.
A grande surpresa vem do fato do sebo ter perdido a segunda posição do mercado tendo sido superada pelos ‘outros materiais graxos’ – 9,3% contra 11,9% respectivamente. Desde que a ANP começou a divulgar os dados sobre o mix de matérias-primas usadas na produção de biodiesel em outubro de 2008, essa é a primeira vez que algo assim acontece.
Derrapada
Essa mudança já vinha se insinuando há alguns meses. Estrela em ascensão do setor, a participação dos ‘outros materiais graxos’ vem subindo sem parar desde meados do ano passado enquanto o sebo entrou numa clara trajetória descendente a partir de novembro passado.
Contudo, em março, o sebo perdeu grande participação. Em fevereiro, a gordura bovina representava 15,1% da produção de biodiesel praticamente seis pontos percentuais acima do resultado de março. Esse foi o terceiro pior resultado para essa matéria-prima no histórico da ANP – acima apenas de agosto de 2011 (7,8%) e julho de 2011 (9%).
Isso se deve principalmente à queda do consumo de sebo pelas usinas do Sudeste. Em fevereiro, ele representava aproximadamente metade do biodiesel fabricado nessa região. Já no mês passado, a participação recuou para menos de 22%. Com menos intensidade, esse processo se repetiu em todas as outras regiões com exceção do Norte, onde 100% da produção foi de sebo.
Já a demanda para os ‘outros materiais graxos’ está concentrada principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste – 19% e 23,6%. Em todas as outras regiões brasileiras a participação ficou abaixo dos 10%.
Volumes
O volume fabricado de biodiesel de sebo em março foi de 31,2 milhões de litros. É um recuo de 20,5% em relação aos 39,2 milhões do periodo anterior.
Enquanto isso, a produção a partir de ‘outros materiais graxos’ atingiu 39,8 milhões de litros. Um recorde para uma matéria prima que pode ser qualquer coisa e a ANP não se preocupa em descobrir o que é.
Já o biodiesel de soja totalizou 250,5 milhões de litros – salto de 45% sobre o resultado de fevereiro. Esse é o melhor resultado mensal desde setembro de 2016 quando a produção de biodiesel de soja foi de 273,6 milhões de litros. Para atender a demanda do mercado de biodiesel de março, foi necessário o esmagamento de 1,2 milhão de toneladas de soja em grão.
Nos primeiros três meses do ano, o setor de biodiesel já demandou o esmagamento de 2,8 milhões de toneladas de soja. Bem abaixo dos 3,4 milhões de toneladas que foram movimentados no primeiro trimestre de 2016.
Minoritárias
Entre as matérias-primas minoritárias utilizadas setor houve uma queda de participação. De 19 milhões de litros em fevereiro, houve recuo para 13,5 milhões de litros em março.
A gordura de porco, por exemplo, que estava em 3,3% em fevereiro caiu quase pela metade ficando com 1,7% em março. Foram 5,6 milhões de litros.
A única que teve uma mudança mais importante foi a gordura de frango que voltou a ultrapassar a barreira de um ponto percentual pela primeira vez desde meados de 2014. Foram 1,3% com 4,3 milhões de litros fabricados em março.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com