Sempre teve bem mais coisa do que apenas óleo de soja e sebo bovino no biodiesel fabricado no Brasil. Em geral, era o óleo de algodão. Acontece que, nesses últimos seis meses, matérias-primas que costumavam ficar relegadas a notas de rodapé nas estatísticas ganharam a simpatia dos fabricantes e já respondem por 4,6% da produção das usinas.
Sempre teve bem mais coisa do que apenas óleo de soja e sebo bovino no biodiesel fabricado no Brasil. Em geral, era o óleo de algodão. Acontece que, nesses últimos seis meses, matérias-primas que costumavam ficar relegadas a notas de rodapé nas estatísticas ganharam a simpatia dos fabricantes e já respondem por 4,6% da produção das usinas.
Esse é o melhor desempenho para esse grupo de matérias-primas desde o longínquo ano de 2005, quando o Brasil produziu apenas 736 mil litros de biodiesel. No primeiro semestre de 2016, quase 84,6 milhões de litros de biodiesel foram fabricados a partir de fontes de óleos e gorduras que com participação marginal.
Ascendentes
Destas a mais relevante é, sem sombra de dúvida, o grupo de outros materiais graxos que, sozinho, já tem uma fatia de 2% do mercado – atrás apenas do óleo de soja e do sebo bovino que são as líderes absolutas. Até o momento, pouco menos de 38,5 milhões de litros fabricados no semestre como um todo.
A última vez que as “outras” tiveram uma participação tão robusta havia sido em 2009.
Mais do que isso, ela vem conseguindo abrir espaço em quatro regiões brasileiras. Usinas do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Norte vem fabricando biodiesel a partir dessa fonte.
A única fraqueza vem da relativa irregularidade de sua participação que foi de 2,9% em fevereiro a menos de 1,5% em abril. Em junho, as outras recuperam um pouco do terreno perdido voltando a superar 2%.
É preciso destacar que é no mínimo estranho que a ANP permita que as usinas não especifiquem o que são esses outros materiais graxos, que representa significativa parcela da produção.
Outra minoritária que vem surpreendendo é a gordura de porco. Já é a quarta matéria-prima mais importante no mix da indústria e a única outra – além das três primeiras – a ultrapassar a marca de 1% de participação com pouco mais de 20 milhões de litros fabricados na primeira metade do ano.
Nesse caso, no entanto, a demanda está quase toda concentrada na Região Sul.
Um fato que chama a atenção é sua trajetória ascendente. Embora tenha variado um pouco em termos relativos, os volumes de biodiesel fabricados com esse tipo de gordura subiram mês a mês até chega em 4,3 milhões de litros em junho. Isso dá cerca de 1,5% do volume que as usinas colocaram no mercado nesse último mês.
Ex-medalhista
Com 0,85% de participação – e 15,9 milhões de litros de biodiesel produzidos –, o algodão vem logo atrás. Uma sombra do que já chegou a ser.
Em 2012, o óleo de algodão chegou a abocanhar 4,5% da demanda das usinas de biodiesel. Desde então, ele vem caindo de forma constante. É sobre esse espaço que as demais matérias-primas vêm avançando.
Olhando para os números mensais, a queda do óleo de algodão é ainda mais chamativa. Em janeiro, ele tinha 2,8% do mercado, mas foi caindo até chegar a parcos 0,07% em junho.
Soja e Sebo
Isso não quer dizer que a soja e o sebo não tenham cedido um pouco de espaço. No primeiro semestre, essas duas matérias-primas somaram 94,6% do mercado de biodiesel. Esse é o resultado mais baixo desde 2012.
Na verdade, o óleo de soja avançou e fechou o semestre com uma fatia de 78,1% do mercado de biodiesel o que é o maior resultado desde 2011 – ano em que a soja respondeu por 81,2% da produção do biocombustível. Até o momento, as usinas já consumiram 1,4 bilhão de litros de óleo de soja o que equivale ao esmagamento de 7 milhões de toneladas de grãos da oleaginosa.
Acontece que a participação que até abril estava numa crescente, já começa a dar sinais de cansaço. No mês de junho, a soja representou 79,6%.
Enquanto isso, o sebo começou a se recuperar. Em janeiro, o insumo tinha mais de 20,1% do total tendo recuado para menos de 14,8% em abril. Nos últimos dois meses do semestre, no entanto, o movimento se reverteu e a gordura voltou a crescer fechando com uma participação mensal de 15,9% em junho.
No período como um todo, temos 308,2 milhões de litros de biodiesel de sebo produzidos o que equivale a 16,5% do total.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Sempre teve bem mais coisa do que apenas óleo de soja e sebo bovino no biodiesel fabricado no Brasil. Em geral, era o óleo de algodão. Acontece que, nesses últimos seis meses, matérias-primas que costumavam ficar relegadas a notas de rodapé nas estatísticas ganharam a simpatia dos fabricantes e já respondem por 4,6% da produção das usinas.
Esse é o melhor desempenho para esse grupo de matérias-primas desde o longínquo ano de 2005, quando o Brasil produziu apenas 736 mil litros de biodiesel. No primeiro semestre de 2016, quase 84,6 milhões de litros de biodiesel foram fabricados a partir de fontes de óleos e gorduras que com participação marginal.
Ascendentes
Destas a mais relevante é, sem sombra de dúvida, o grupo de outros materiais graxos que, sozinho, já tem uma fatia de 2% do mercado – atrás apenas do óleo de soja e do sebo bovino que são as líderes absolutas. Até o momento, pouco menos de 38,5 milhões de litros fabricados no semestre como um todo.
A última vez que as “outras” tiveram uma participação tão robusta havia sido em 2009.
Mais do que isso, ela vem conseguindo abrir espaço em quatro regiões brasileiras. Usinas do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Norte vem fabricando biodiesel a partir dessa fonte.
A única fraqueza vem da relativa irregularidade de sua participação que foi de 2,9% em fevereiro a menos de 1,5% em abril. Em junho, as outras recuperam um pouco do terreno perdido voltando a superar 2%.
É preciso destacar que é no mínimo estranho que a ANP permita que as usinas não especifiquem o que são esses outros materiais graxos, que representa significativa parcela da produção.
Outra minoritária que vem surpreendendo é a gordura de porco. Já é a quarta matéria-prima mais importante no mix da indústria e a única outra – além das três primeiras – a ultrapassar a marca de 1% de participação com pouco mais de 20 milhões de litros fabricados na primeira metade do ano.
Nesse caso, no entanto, a demanda está quase toda concentrada na Região Sul.
Um fato que chama a atenção é sua trajetória ascendente. Embora tenha variado um pouco em termos relativos, os volumes de biodiesel fabricados com esse tipo de gordura subiram mês a mês até chega em 4,3 milhões de litros em junho. Isso dá cerca de 1,5% do volume que as usinas colocaram no mercado nesse último mês.
Ex-medalhista
Com 0,85% de participação – e 15,9 milhões de litros de biodiesel produzidos –, o algodão vem logo atrás. Uma sombra do que já chegou a ser.
Em 2012, o óleo de algodão chegou a abocanhar 4,5% da demanda das usinas de biodiesel. Desde então, ele vem caindo de forma constante. É sobre esse espaço que as demais matérias-primas vêm avançando.
Olhando para os números mensais, a queda do óleo de algodão é ainda mais chamativa. Em janeiro, ele tinha 2,8% do mercado, mas foi caindo até chegar a parcos 0,07% em junho.
Soja e Sebo
Isso não quer dizer que a soja e o sebo não tenham cedido um pouco de espaço. No primeiro semestre, essas duas matérias-primas somaram 94,6% do mercado de biodiesel. Esse é o resultado mais baixo desde 2012.
Na verdade, o óleo de soja avançou e fechou o semestre com uma fatia de 78,1% do mercado de biodiesel o que é o maior resultado desde 2011 – ano em que a soja respondeu por 81,2% da produção do biocombustível. Até o momento, as usinas já consumiram 1,4 bilhão de litros de óleo de soja o que equivale ao esmagamento de 7 milhões de toneladas de grãos da oleaginosa.
Acontece que a participação que até abril estava numa crescente, já começa a dar sinais de cansaço. No mês de junho, a soja representou 79,6%.
Enquanto isso, o sebo começou a se recuperar. Em janeiro, o insumo tinha mais de 20,1% do total tendo recuado para menos de 14,8% em abril. Nos últimos dois meses do semestre, no entanto, o movimento se reverteu e a gordura voltou a crescer fechando com uma participação mensal de 15,9% em junho.
No período como um todo, temos 308,2 milhões de litros de biodiesel de sebo produzidos o que equivale a 16,5% do total.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com