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Zerar desmatamento da soja no cerrado custaria US$ 250 mi, diz Abiove

Valor seria suficiente para compensar produtores de soja pelos serviços ambientais de suas propriedades durante um período de cinco anos

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Evitar que a soja continue sendo um vetor de desmatamento no cerrado brasileiro pelos próximos cinco anos custaria cerca de US$ 250 milhões. A estimativa foi divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) durante uma live realizada na tarde dessa quinta-feira (25) para divulgar os resultados de um novo estudo que acompanha a expansão da soja nesse bioma ao longo das últimas 18 safras.

Realizado pela Agrosatélite – empresa especializada em sensoriamento remoto aplicado ao agronegócio –, o estudo indica que peso da soja para a abertura de novas áreas agrícolas no cerrado vem caindo. No período entre as safras 2000/01 e 2006/07, 26,6% das áreas de cerrado desmatadas acabaram transformadas em plantações de soja. Essa parcela cai para 18,4% no período entre 2006/07 até 2013/14 e chega a 7,2% de 2013/14 até 2018/19.

Evitar que a soja continue sendo um vetor de desmatamento no cerrado brasileiro pelos próximos cinco anos custaria cerca de US$ 250 milhões. A estimativa foi divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) durante uma live realizada na tarde dessa quinta-feira (25) para divulgar os resultados de um novo estudo que acompanha a expansão da soja nesse bioma ao longo das últimas 18 safras.

Realizado pela Agrosatélite – empresa especializada em sensoriamento remoto aplicado ao agronegócio –, o estudo indica que peso da soja para a abertura de novas áreas agrícolas no cerrado vem caindo. No período entre as safras 2000/01 e 2006/07, 26,6% das áreas de cerrado desmatadas acabaram transformadas em plantações de soja. Essa parcela cai para 18,4% no período entre 2006/07 até 2013/14 e chega a 7,2% de 2013/14 até 2018/19.

Na temporada agrícola passada, 360 mil hectares de vegetação nativa foram desmatados para serem convertidos em plantações de soja.

Fundo

Os US$ 250 milhões seriam usados para compensar os produtores que ainda teriam – pela legislação vigente – direito a abrir novas áreas, mas optassem por manter a vegetação nativa intacta.

Desde o final de 2018, a entidade vem articulando a criação de um fundo que seria abastecido por doações de grandes empresas compradoras de soja signatárias do Manifesto do Cerrado. Atualmente esse fundo já conta com US$ 20 milhões.

O fundo desembolsaria, em média, US$ 150 para cada hectare preservado. A previsão seria garantir a preservação de 100 mil hectares já no primeiro ano.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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