

BiodieselBR.com teve acesso a um resumo das novas projeções do MAPA sobre a produção de soja no Brasil pelos próximos 10 anos.

No início de março, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) começou a divulgar os primeiros dados de um novo conjunto de estimativas sobre a evolução da produção de soja no Brasil para os próximos 10 anos. Os dados finais do estudo Brasil – Projeções do Agronegócio 2012/13 a 2022/23 ainda não foram publicados pelo ministério, mas a BiodieselBR teve acesso a um resumo com os principais resultados da pesquisa.
Os números indicam que o MAPA parece bastante seguro que a produção brasileira de soja vai manter trajetória ascendente pelos próximos anos. A única dúvida é tamanho desse crescimento. As projeções para a safra 2022/2023, variam entre 112 e 151 milhões de toneladas – respectivamente, 37% e 84% a mais do que o Brasil deve colher de soja na safra atual.
O novo conjunto de projeções dá um salto e tanto em relação ao estudo anterior do ministério. Nele, a expectativa era que a safra 2021/22 seria de 88,9 milhões de toneladas.
Em área plantada, a soja deverá crescer 5,1 milhões de hectares, avançando tanto pela abertura de novas áreas agrícolas como pela substituição de outras lavouras pela soja – arroz, feijão, café e trigo deverão ceder espaço para a oleaginosa.
Mercado externo
Nos próximos anos, o Brasil deve apresentar um forte aumento nas exportações do relacionadas ao complexo soja. A perspectiva é que as vendas ao exterior fiquem entre 43,8 e 53,7 milhões de toneladas do grão, um acréscimo de 34% a 64% em relação ao patamar atual.
Dessa forma, dentro da próxima década, a soja brasileira deverá ter uma participação de 44,2% no mercado global. Isso fará do país o maior exportador mundial.
O mercado interno deverá perder participação. Em 2022/2023, 42% da produção de soja devem ser destinados ao mercado brasileiro – atualmente esse número está 50,4%.
Biodiesel
A estimativa de uma oferta em crescimento de sua principal matéria-prima é uma boa novidade para o setor de biodiesel.
A Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel (Ceib) elaborou o projeto do novo marco regulatório com base nos números antigos do MAPA e, ao que tudo indica, a oferta de matéria-prima foi um dos motivos para que o plano não fosse além do B10. Resta saber se os novos dados podem influenciar um avanço na mistura estabelecida no novo marco.
Patrícia Herman – BiodieselBR.com