Volume do grão brasileiro exportado acelera contração iniciada no mês passado e cai quase 29% na comparação anual
O movimento de diminuição nas exportações brasileiras de soja in natura iniciado em março se aprofundou no mês passado. É o que revelam os números mais recentes da balança comercial divulgados só agora pelo Ministério da Economia.
Pelas contas do ministério, ao longo do mês de saíram do país um pouco menos de 11,5 milhões de toneladas do grão. Esse volume é aproximadamente 28,8% menor do que o do ano anterior.
O movimento de diminuição nas exportações brasileiras de soja in natura iniciado em março se aprofundou no mês passado. É o que revelam os números mais recentes da balança comercial divulgados só agora pelo Ministério da Economia.
Pelas contas do ministério, ao longo do mês de saíram do país um pouco menos de 11,5 milhões de toneladas do grão. Esse volume é aproximadamente 28,8% menor do que o do ano anterior.
Foi uma freada tão intensa que as exportações de abril ficaram abaixo das registradas em março pela primeira vez em mais de 25 anos de histórico. Tipicamente, a curva de exportações sobe até atingir o ápice do ano em maio para, a partir daí, iniciar sua descendente à medida em que o país entra no período de entressafra.
Quebra
A redução já havia sido antecipada por agentes do mercado em função de uma quebra substancial na colheita provocada pelo clima adverso deste ano. Até o final de 2021, circulava pelo mercado estimavas que apontavam para um novo recorde de produção com as projeções convergindo para uma faixa entre 142 e 143 milhões de toneladas.
Depois da virada do ano, no entanto, as principais consultorias e órgãos estatísticos governamentais começaram a contabilizar perdas de produtividade. Hoje mesmo (12), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou novos números estimando a colheita da oleaginosa deve ficar em 123,8 milhões – menor até que a da temporada 2019/20.
Com menos soja disponível, os exportadores parecem estar levando a pior na disputa pelo grão. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), as exportações deste ano deverão ficar em 77,2 milhões de toneladas – cerca de 10% menores do que no ano passado. Já o processamento pela indústria nacional deverá crescer cerca de 0,5% e fechar o ano com inéditos 48 milhões de toneladas processadas.
Faturamento mantido
Apesar da queda no volume exportado, o faturamento do complexo soja não está sendo tão afetado. Em abril, o mercado externo rendeu ao país ganhos próximos a US$ 6,73 bilhões.
Com alta de quase 1% sobre o valor apurado em abril do ano passado, esse foi o maior valor derivado da comercialização de soja que já entrou na economia brasileira num único mês.
A alta nos preços médios do produto brasileiro tem mais do que compensando a redução na demanda. Em abril, cada tonelada de soja exportada rendeu de US$ 586,43 ao país. Num ano, houve alta de 41,8% nos preços.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com