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Exportações de soja recuam 3,5% na comparação anual

Apesar de robusto, volume de embarques realizados durante o mês de março ficou ligeiramente abaixo do que havia sido registrado no ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Demorou um pouco, mas a quebra da atual safra soja está começando a aparecer nas exportações do grão. Depois de ter cravado recordes nos dois primeiros meses do ano – com exportações que somaram 8,72 milhões de toneladas no 1º bimestre –, a quantidade do grão que embarcada no mês de março apresentou uma desaceleração de quase 3,5% em relação ao mesmo período de 2021. É o que apontam dos números mais recentes da balança comercial divulgados pelo Ministério da Economia.

Mesmo com esse escorregão, os números absolutos continuam de encher os olhos. Segundo o ministério, as vendas superaram um pouco a marca das 12,2 milhões de toneladas. Isso faz deste o segundo melhor mês de março da história. Perde apenas para os 12,7 milhões de toneladas de 2021.

Somando os resultados dos três primeiros meses, as exportações já se aproximam da marca de 21 milhões de toneladas – cerca de 22,8% acima do resultado apurado no 1º trimestre de 2021.

Demorou um pouco, mas a quebra da atual safra soja está começando a aparecer nas exportações do grão. Depois de ter cravado recordes nos dois primeiros meses do ano – com exportações que somaram 8,72 milhões de toneladas no 1º bimestre –, a quantidade do grão que embarcada no mês de março apresentou uma desaceleração de quase 3,5% em relação ao mesmo período de 2021. É o que apontam dos números mais recentes da balança comercial divulgados pelo Ministério da Economia.

Mesmo com esse escorregão, os números absolutos continuam de encher os olhos. Segundo o ministério, as vendas superaram um pouco a marca das 12,2 milhões de toneladas. Isso faz deste o segundo melhor mês de março da história. Perde apenas para os 12,7 milhões de toneladas de 2021.

Somando os resultados dos três primeiros meses, as exportações já se aproximam da marca de 21 milhões de toneladas – cerca de 22,8% acima do resultado apurado no 1º trimestre de 2021.

Março costuma ser o mês no qual as exportações brasileiras de soja engrenam. Na curva típica o mercado nacional, o período entre março e maio é o mais agitado do ano respondendo por praticamente 44% dos embarques. De junho em diante, as vendas são decrescentes.

Menos exportação

A tendência para este ano é que tenhamos menos exportações de soja in natura. Isso porque a safra deste ano foi duramente castigada pelo clima.

No começo da temporada, consultorias e órgãos governamentais estimavam que a produção nacional ficaria numa faixa entre 140 e 145 milhões de toneladas. Em dezembro, as projeções começaram a cair. Atualmente, as apostas estão distribuídas entre 125 e 116,2 milhões de toneladas.

O dado mais recente da Companha Nacional de Abastecimento (Conab) coloca a produção nacional em 122,4 milhões de toneladas. Em dezembro, a estimativa era 142,8 milhões de toneladas.

Para o mercado, essa queda na produção deve afetar mais os exportadores do que o mercado interno. Na atualização mais recente de seus números para o complexo soja, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) vê o esmagamento batendo novo recorde com 48 milhões de toneladas processadas ao longo da temporada.

Já os embarques internacionais do grão minguaram 9,7% indo de 86,1 em 2021 para 77,7 milhões de toneladas este ano.

Com alguma variação nos números, Conab vai mais ou menos nessa mesma linha. embora esteja um pouco mais pessimista em relação ao mercado interno. Para o órgão do governo a indústria nacional vai esmagar cerca 46,5 milhões de toneladas de soja – cerca de 1,9% abaixo do ano passado, enquanto as exportações vão cair cerca de 10% ficando em 77 milhões de toneladas.

Preços

Apesar da desaceleração no volume de exportações, os preços mais altos da soja no mercado internacional têm contribuído para compensar essa redução. Em março, as exportações de soja renderam US$ 6,48 bilhões para país. Isso representa um aumento de robustos 28,4% sobre o faturamento do ano passado.

Os ganhos vêm sendo puxados pelo aumento do preço do grão no mercado internacional. Em março, o valor médio da tonelada exportada pelo Brasil foi de US$ 528,82 – cerca de R$ 2.477,31 pelo câmbio desta segunda-feira (11) –, o maior valor mensal desde dezembro de 2014.

A China absorveu cerca de 70% das exportações brasileiras de março. Foram 8,57 milhões de toneladas que renderam US$ 4,56 bilhões ao Brasil.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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