Valor médio recebido pelos exportadores brasileiros foi o maior em quase 7 anos
Em outubro, o Brasil exportou mais 3,29 milhões de toneladas de soja fazendo com que o total de embarques do principal produto do agronegócio nacional encostasse mais na marca de 80,8 milhões de toneladas. A informação faz parte da atualização mais recente dos números oficiais da balança comercial brasileiro que foi divulgada hoje (05) pelo Ministério da Economia.
Embora o recorde ainda não esteja garantido, está faltando pouco. Com mais dois meses pela frente, os sojicultores só precisam embarcar mais 2,45 milhões de toneladas do grão para igualar o resultado de 2018 – ano em que as tensões comerciais entre Estados Unidos e China acabaram alavancando as exportações nacionais.
Se o passado servir como bússola, o recorde deve vir. Embora por uma margem apertada. Nos últimos 10 anos, o volume médio de soja exportado no último bimestre beirou os 3,11 milhões de toneladas.
Em outubro, o Brasil exportou mais 3,29 milhões de toneladas de soja fazendo com que o total de embarques do principal produto do agronegócio nacional encostasse mais na marca de 80,8 milhões de toneladas. A informação faz parte da atualização mais recente dos números oficiais da balança comercial brasileiro que foi divulgada hoje (05) pelo Ministério da Economia.
Embora o recorde ainda não esteja garantido, está faltando pouco. Com mais dois meses pela frente, os sojicultores só precisam embarcar mais 2,45 milhões de toneladas do grão para igualar o resultado de 2018 – ano em que as tensões comerciais entre Estados Unidos e China acabaram alavancando as exportações nacionais.
Se o passado servir como bússola, o recorde deve vir. Embora por uma margem apertada. Nos últimos 10 anos, o volume médio de soja exportado no último bimestre beirou os 3,11 milhões de toneladas.
Vale lembrar, no entanto, que o período inclui 2017, 2018 e 2019. Nesses três anos, houve um repique bastante atípico nas vendas externas ao longo dos últimos meses do ano. Essa movimentação não se repetiu em 2020 fazendo com que as exportações entre os meses de novembro e dezembro ficou abaixo de 1,71 milhão de toneladas.
Por seu lado, os exportadores parecem confiantes. A estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) prevê a exportação de 86 milhões de toneladas de soja in natura. Já a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) é mais modesta esperando que a conta feche em 83,8 milhões de toneladas.
Ritmo aparentemente menor
No momento, os embarques parecem ter perdido um pouco de seu vigor, com a demanda do mês de outubro perdendo a dianteira que vinha sustentando em relação á média dos últimos anos.
Olhando um pouco mais de perto, é possível perceber que essa convergência reflete justamente o efeito das curvas atípicas de demanda em 2018 e 2019 sobre as médias. Quando as vendas do último mês são comparadas às do mesmo período do ano passado, houve uma expansão de substanciais 36% nos embarques.
Recorde já garantido
Se a conta do volume ainda não está fechada, no caso do faturamento os exportadores já podem comemorar. Ao longo deste ano, a soja já rendeu um pouco mais de US$ 35,9 bilhões ao país. Só em outubro, o saldo subiu US$ 1,72 bilhão.
O valor é inédito. Com mais um bimestre pela frente, os ganhos já superam os US$ 33 bilhões de 2018 por uma margem de 8,8%.
Além dos bons volumes, o preço também vem ajudando os vendedores. Na média, cada tonelada de soja brasileira vendida no mercado externo rendeu US$ 522,54 – R$ 2.885,26 pela cotação de hoje – para os exportadores.
A última vez que a cotação esteve maior foi em dezembro de 2014, quando cada tonelada de soja brasileira chegou a receber US$ 530,90.
A China foi o maior destino da soja brasileira. Sozinha, a potência asiática responde por 70% tanto do volume quanto do faturamento do Brasil no mercado global de soja.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com