Volume embarcado da commodity tem queda de 19,4% no mês de julho e volta a acompanhar a curva do mercado
O repique nas exportações brasileiras de soja em grão não durou. Segundo os dados mais recentes da balança comercial brasileira, cerca de 11,2 milhões de toneladas do grão deixaram o país durante julho. Esse volume representa uma queda de 19,4% sobre o resultado do mês anterior, o que recoloca o mercado – mais ou menos – na direção que seria de se esperar nesse ponto do ano.
Ainda assim, as exportações seguem num patamar surpreendente se considerarmos que, este ano, os sojicultores brasileiros colheram – de acordo com a Conab – 7,27 milhões de toneladas a menos do que no ciclo 2022/23. Caso acompanhem a curva histórica, as vendas externas do grão devem, mais uma vez, superar a barreira das 100 milhões de toneladas, superando as expectativas do mercado.
O repique nas exportações brasileiras de soja em grão não durou. Segundo os dados mais recentes da balança comercial brasileira, cerca de 11,2 milhões de toneladas do grão deixaram o país durante julho. Esse volume representa uma queda de 19,4% sobre o resultado do mês anterior, o que recoloca o mercado – mais ou menos – na direção que seria de se esperar nesse ponto do ano.
Nos últimos cinco anos, as exportações apresentaram queda média de 22,9% nesse mesmo período, não muito distante da contração que foi efetivamente registrada. A expectativa para os próximos meses é de queda, à medida que os estoques vão minguando em função da entressafra.
Ainda assim, as exportações seguem num patamar surpreendente se considerarmos que, este ano, os sojicultores brasileiros colheram – de acordo com a Conab – 7,27 milhões de toneladas a menos do que no ciclo 2022/23. Caso acompanhem a curva histórica, as vendas externas do grão devem, mais uma vez, superar a barreira das 100 milhões de toneladas, superando as expectativas do mercado.
Segundo a estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os embarques deverão ficar em 97,8 milhões de toneladas – 4% menos do que os 101,9 milhões de toneladas de 2023.
Até o momento, os exportadores já embarcaram 75,4 milhões de toneladas, quase 3 milhões de toneladas – 3,9% – além do apurado entre janeiro e julho de 2023. E o último resultado ampliou essa dianteira.
A única outra vez na história que os exportadores de soja haviam superado a marca de 10 milhões de toneladas havia sido em 2018.
A demanda chinesa é responsável pelo bom volume exportado em julho. Sozinho, o país asiático absorveu mais de 79% da soja embarcada no período. Foi a maior fatia da China nas exportações mensais brasileiras deste ano – no somatório geral, a China representa 73,2% do total.
Ganhando menos
Em julho, o valor pago pelo mercado internacional pela nossa soja variou ligeiramente para cima, indo para US$ 443,26 por tonelada, uma alta de modestos 0,7%. Isso mantém uma tendência de fortalecimento dos preços do produto exportado que tem se mantido desde março.
Multiplicado pelo volume, as exportações de julho renderam ao país US$ 4,98 bilhões, que se transformaram em R$ 27,6 bilhões quando convertidos pelo câmbio médio do mês passado.
De janeiro a julho, as exportações já renderam US$ 32,9 bilhões ao Brasil. O valor em dólares é inferior ao que havia sido apurado nos primeiros sete meses de 2023 (US$ 38,1 bi) e 2022 (US$ 35,2 bi). Em reais, esse montante rendeu perto de R$ 171 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com